Atividade dos optometristas em Feira de Santana é discutida em Audiência Pública na Câmara Municipal

A regulamentação da profissão de optometrista foi a temática abordada na audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Feira de Santana.
A regulamentação da profissão de optometrista foi a temática abordada na audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Feira de Santana.
A regulamentação da profissão de optometrista foi a temática abordada na audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Feira de Santana.
A regulamentação da profissão de optometrista foi a temática abordada na audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Feira de Santana.

A regulamentação da profissão de optometrista foi a temática abordada na audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Feira de Santana, na manhã desta sexta-feira (13/03/2020). Na ocasião, foram discutidas as configurações, o formato e a oferta do serviço destes profissionais a nível municipal.

O vereador Cadmiel Pereira (PSC) – que solicitou a audiência junto à Comissão de Saúde e Desporto – evidenciou a importância da regulamentação e inserção dos optometristas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e no Programa Saúde da Família (PSF) para atender à grande demanda feirense, oferecendo avaliação primária e prevenção de doenças oculares. E justificou: “nós estamos falando de algo que pode ser uma ‘mão amiga’ do Estado para atender às crianças, idosos e pessoas com deficiência. A optometria não veio para concorrer com ninguém, ela tem o seu lugar e veio para somar. Ela tem apresentado resultados positivos dentro dos seus recursos tecnológicos, científicos e acadêmicos, por isso, todos da periferia, da zona rural e do município em geral, devem ter acesso ao optometrista”.

O optometrista Luiz Eduardo dos Santos enfatizou o longo processo de formação e preparação dos profissionais, garantindo que estão aptos para compreender às necessidades funcionais do sistema visual. “Nós optometristas estamos prontos, não queremos trabalhar escondidos e nem forma ilegal. Nós estamos constituindo empresas, pagando impostos, contratando e gerando renda para a economia do município”, declarou o profissional.

Luiz Eduardo ainda explicou as funções do optometrista, questionando a falta de regulamentação: “a gente não está aqui para dividir, a gente está aqui para somar. A optometria é amiga da oftalmologia. Mas, existem situações primárias e situações secundárias na hierarquia do sistema de saúde, e o atendimento primário é responsabilidade do optometrista, que faz a avaliação funcional e, na ocorrência de alguma patologia, ele encaminha para a especialidade médica adequada. Isso acontece plenamente em mais de 130 países, será que eles estão caminhando numa via errada ou é o Brasil que está um pouco atrasado?”.

A presidente da Associação de Ópticos e Optometristas do Brasil – Aline Silva Carvalho Rack – afirmou que a profissão é a primeira barreira contra a cegueira evitável, podendo identificar e prevenir doenças como glaucoma, catarata e anomalias sistêmicas. Ela apontou que “os investimentos anuais na saúde pública são de aproximadamente R$ 300 milhões, mas, somente 3% é aplicado no atendimento primário da saúde, ou seja, se gasta mais tratando do que prevenindo doenças”.

Com especialidade em Direito da Saúde, o advogado Maximiniano Caetano Rack afirmou que a Optometria tem uma base bem sólida e elementos suficientes para se tornar regular em Feira de Santana. E, posteriormente, o deputado estadual José de Arimateia justificou: “os optometristas não estão competindo e nem manchando a imagem dos oftalmologistas, eles estão tratando da prevenção. Se nós temos um número insuficiente de oftalmologistas, não precisa existir esta concorrência e querer prejudicar os profissionais que cursaram a faculdade e cumprem com o que a Lei determina”.

O presidente da Comissão, vereador José Marques de Messias – Zé Curuca (DEM) – afirmou que pretende implantar o serviço da optometria nas comunidades da zona rural, a fim de tornar os exames e avaliações visuais mais acessíveis à população. Em seguida, o vice-presidente da Comissão, vereador Luiz Ferreira Dias (PCdoB), relatou que está emocionado em participar da audiência, “porque a saúde está acima de tudo”.

Com a abertura do microfone para a galeria, a Guerreira Potira, da etnia Tupinambá e aldeia Canaã, enalteceu o trabalho de uma optometrista que presta os cuidados da saúde visual aos membros da tribo. “Ela faz um lindo trabalho por lá e nessa ação social, todos a convocam, ainda que seja só uma mulher para atender muita gente”, relatou.

A audiência foi presidida pela vereadora Aldney Bastos – Neinha (PTB), membro da Comissão de Saúde, Assistência Social e Desporto da Câmara Municipal de Feira de Santana, que compôs a Mesa de Honra ao lado do deputado estadual José de Arimateia, de Aline Silva Carvalho, de Maximiniano Caetano Rack e Luiz Eduardo dos Santos.


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