Há “visão falsa” no país do custo de oportunidade entre vida e economia, diz Adolfo Sachsida secretário de Política Econômica

Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia.
Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia.
Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia.
Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia.

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou nesta quinta-feira (14/05/2020) que há uma “visão falsa” no país em relação ao custo de oportunidade entre optar-se pela vida ou pela economia na atual conjuntura de propagação do coronavírus.

“Todos nós queremos salvar vidas. Agora, se a economia parar por completo, você vai ter problemas, por exemplo, de mortalidade infantil”, destacou Sachsida, em live ao Poder360, mencionando a situação de comunidades pobres do país.

De acordo com ele, a sociedade como um todo deve levar em consideração os custos envolvidos com a atual situação, além da experiência de outros países que também vivenciaram situações de paralisações e estão, agora, reabrindo os setores econômicos.

Custo semanal

Ao abordar os custos para o país de uma paralisação expressiva da cadeia produtiva doméstica, Sachsida afirmou que cada semana paralisada corresponde à perda de 0,3 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB).

Na quarta-feira (13/05/2020), o ministério revisou sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano, para uma contração de 4,7%, ante avanço de 0,02% sinalizado em março, e afirmou que cada semana de economia parada gera uma perda de 20 bilhões de reais ao país.

Na live desta quinta-feira (14/05/2020), Sachsida reiterou que os cálculos da equipe econômica para o PIB baseiam-se na estimativa de que os atuais níveis de distanciamento social irão se manter até a data de 31 de maio.

“Se passar 31 de maio e políticas de distanciamento social aumentarem, aí o custo, em termos de Produto, aumenta (…) se ficar mais duas semanas paradas, vamos sair de uma queda de -4,7% para uma queda de -5,3%. Se ficar mais um mês parado, vamos ir para uma queda de -6% do PIB”, completou o secretário.

*Com informações da Agência Reuters.


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