Agricultores familiares de Gongogi devem aumentar 30% o valor da produção de cacau com a chegada de equipamentos

Por meio do projeto Bahia Produtiva, foram entregues estufas solares para secagem de amêndoas de cacau, com mesa e cochos de fermentação, roçadeiras, atomizadores, perfuradores de solo, motopodas motosserras e ferramentas diversas.
Por meio do projeto Bahia Produtiva, foram entregues estufas solares para secagem de amêndoas de cacau, com mesa e cochos de fermentação, roçadeiras, atomizadores, perfuradores de solo, motopodas motosserras e ferramentas diversas.

Com a entrega de máquinas e equipamentos, pelo Governo da Bahia, para a melhoria da produção do cacau, agricultores familiares da Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Esquina Rocha (APROER), localizada no município de Gongogi, no Território Médio Rio de Contas, estimam aumentar o valor da produção em até 30%.

Por meio do projeto Bahia Produtiva, foram entregues estufas solares para secagem de amêndoas de cacau, com mesa e cochos de fermentação, roçadeiras, atomizadores, perfuradores de solo, motopodas motosserras e ferramentas diversas.

Na localidade, também está prevista a entrega de microtrator e carreta para transporte da matéria-prima e a implantação de viveiro com capacidade de produção de 100 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica existentes na região, para que seja possível o processo de florestamento e reflorestamento.

Um investimento de R$640 mil, que beneficia diretamente 41 famílias da comunidade, com a qualificação e expansão da produção de cacau, adoção de técnicas sustentáveis, com ampliação da capacidade de produção, melhorias no processo de beneficiamento primário, de extração e produção de subprodutos do cacau e a qualificação dos agricultores, técnicos e dirigentes para um melhor desempenho de suas atividades.

Magno Ivan de Jesus é um dos beneficiários do projeto Bahia Produtiva. Para ele, a expectativa é a melhor possível: “O implemento das máquinas vai possibilitar um maior aumento da área cultivada, em função das tecnologias implantadas, facilitando o dia a dia na lavoura do cacaueiro. Tudo era feito de forma manual, aumentando muito o esforço no trabalho e o desgaste físico. Hoje, estamos produzindo 16 hectares. Com a implantação das novas tecnologias e mudas clonais de maior produtividade, a perspectiva é atingir entre 45 a 50 hectares em média”.

O agricultor Jeorlando de Farias Santos também comemora a chegada dos equipamentos: “O projeto chegou em um momento excelente, antes a gente tinha um processo de secagem com lenha e o cacau acabava sendo contaminado com a fumaça, perdendo valor. Com a barcaça solar, o cacau será mais valorizado, melhorando a qualidade e também o peso. Vendemos o cacau hoje em média por R$250 e a expectativa é de aumentar 30% esse valor. Estamos trabalhando para entrar no mercado do cacau fino e esses investimentos trouxeram para a gente esse começo. Agora é arregaçar as mangas e trabalhar”.

O Bahia Produtiva é um projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), cofinanciado pelo Banco Mundial. Já foram investidos mais de R$32 milhões no sistema produtivo do cacau, beneficiando 1.417 famílias de agricultores familiares baianos. Somente no Território Médio Rio de Contas, o investimento foi de R$4,5 milhões, levando melhorias para 153 famílias que lidam com a cacauicultura.


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