Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, afirmou que o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é “inevitável”. A situação do chefe do Executivo piorou após as denúncias de irregularidades nos contratos da vacina Covaxin, na avaliação do ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro nos governos Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB).
“Surge mais munição a cada dia para que a pauta possa ganhar força na sociedade. E quando isto ocorre é muito difícil segurar. Principalmente em ano eleitoral, quando nenhum parlamentar quer o risco de dissociar seu nome das ruas”, disse Kassab em entrevista ao jornal O Globo. “Chega uma hora que transborda o balde, fica inevitável. Entendo que as circunstâncias são cada dia mais favoráveis”, complementou.
Kassab antecipou que o PSD terá um candidato próprio para concorrer à Presidência em 2022, e observa o atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), como potencial nome para a sigla.
“Entendo que precisa ser alguém da política, que tenha mostrado ser competente e vocacionado. [Rodrigo] Pacheco expressa um sentimento de renovação também. Vejo ele como o mais preparado para disputar e ganhar as eleições”, disse.
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Questionado pelo jornal O Globo se o PSD apoiaria candidaturas de João Doria (PSDB) ou Ciro Gomes (PDT), Kassab argumentou que os presidenciáveis não têm “perfil pacificador”.
“O Brasil precisa de pacificação, e eles não têm esse perfil. Vejo Ciro como uma pessoa preparada, mas sem perfil pacificador. Doria também tem uma conduta de enfrentamentos desde a prefeitura de São Paulo. Além disso, está com comunicação ruim e rejeição alta”, afirmou.
*Com informações do Yahoo Notícia e Jornal O Globo.









