Coletivo lança manifesto defendendo criação das Leis Mário Gusmão e Dodô e Osmar destinadas ao auxílio aos trabalhadores do Carnaval de Salvador 2022

Com objetivo de pensar e agir em favor dos agentes que fazem o Carnaval de Salvador acontecer todos os anos, que são os trabalhadores e trabalhadoras, penalizados em função dos dois anos de pandemia da COVID-19, um coletivo formado por artistas, músicos, intelectuais e personagens do carnaval apresentaram, na tarde desta quinta-feira (20/01/2022), um manifesto que visa criação das Leis Mário Gusmão e Dodô e Osmar de auxílio aos profissionais do Carnaval de Salvador 2022. O ato foi realizado na Casa do Olodum, no Pelourinho.

Estiveram presentes, a deputada federal, Lidice da Mata, integrante da Comissão de Cultura da Câmara de Vereadores; o vereador Silvio Humberto, presidente da Comissão de Cultura da Câmara Vereadores da capital baiana, presidentes de associações de blocos afros carnavalescos e de capoeira, Muzenza, Os Negões, Gandhy, Tonho Matéria, Comanches e AraKetu.

Entre as propostas apresentadas, dentro da criação do auxílio emergencial, está a contemplação de ao menos quatro parcelas de R$ 500,00 (março da junho de 2022), valor semelhante ao Auxílio Emergencial Nacional. Os recursos serão destinados para os trabalhadores (as) do carnaval que se encontram cadastrados pela Prefeitura de Salvador e representam 5% da população. O auxílio deve ser partilhado entre o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal da capital baiana.

Marcelo Gentil, vice-presidente do Olodum, presidiu o ato e, em sua fala, fez um panorama dos segmentos mais afetados com a pandemia, que foram a Cultura e o Turismo. Ele explica que o objetivo do manifesto é buscar instituir auxílio emergencial nos planos estadual e municipal para ajudar os homens e mulheres que trabalham na cultura, como técnicos de som, baianas de acarajé, ambulantes, cordeiros, músicos e profissionais destas áreas. Segundo ele, o trabalho do carnaval de salvador permite que as categorias sejam beneficiados com pelo menos seis meses de renda. O manifesto foi lido pelo ator Dody Soh.

Apoiadores

A deputada Lidice da Mata destacou a importância de aprofundamento do debate e reforçou que o documento tem que ser entregue com brevidade à Prefeitura e Governo do Estado. “É neste momento de dificuldade, que a gente sente a falta de responsabilidade do governo federal com a crise sanitária. Esse é um debate que precisa ser aprofundado. Precisamos entregar esse documento com o máximo de urgência ao prefeito e ao governador, para conseguirmos atender essas famílias que passam por dificuldades financeiras e, neste período, conseguiam prover recursos para seus sustentos”, evidenciou.

O vereador Silvio Humberto, que é presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, corrobora que essa é uma decisão política que precisa ser tomada. “A cultura é setor que tem sido extremamente prejudicado. Foram os primeiros a parar e, volta e meia, precisam interromper novamente os seus trabalhos. Entregaremos esse manifesto ao prefeito Bruno Reis. Somos uma metrópole, mas ainda uma cidade muito pobre, onde o carnaval representa muito para a economia”, enfatizou.

Gilsoney Oliveira, presidente do Afoxé Filhos de Gandhy, criticou as cervejarias e empresas privadas e cobrou apoio às pessoas que trabalham no carnaval. “Eles usam tanto o carnaval para potencializar suas marcas, mas agora precisam ajudar também”, disse.

O deputado federal Bacelar destacou a importância econômica do carnaval e lembrou que a inclusão ocorre também nos bairros e comunidades periféricas, onde os trabalhadores obtém sua renda quase semestral.

O vereador de Salvador, Cláudio Tinoco, analisa que o manifesto reforça que “o nosso maior papel é ouvir as pessoas. Escutarmos a opinião de diversos atores do setor de eventos, e é isso que temos que fazer, que é dialogar para construir a solução dos problemas de forma integrada”, concluiu.

Documento

De acordo com o manifesto, o auxílio deve ter como fontes os recursos financeiros que o Governo do Estado e o município de Salvador investiriam no Carnaval este ano, um montante aproximado de 130 milhões de reais.

Também está em destaque no documento, a criação do Fundo de Desenvolvimento do Carnaval de Salvador, por Lei intitulada, Lei Dodô e Osmar que propicie recursos permanentes para o apoio as entidades carnavalescas de caráter popular e comunitário, a exemplo dos Blocos Afros, Afoxés e Blocos de Samba desenvolvam atividades que assegurem a diversidade cultural do carnaval de Salvador.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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