Sob o bigode do Sarney

Mais uma vez a Capital Federal é transformada em uma “grande pizzaria”.

Costumam dizer que, algumas pessoas desavisadas, varrem a casa e jogam a sujeira sob o tapete. No Senado brasileiro não é bem assim que as coisas ocorrem. Varre-se a casa – o Senado – a sujeira é remetida contra os cidadãos brasileiros e a parte boa – a “bufunfa” – joga-se sob o bigode do Sarney. Haja vista que já pagamos o salário de “Secreta”, mordomo de Roseana Sarney.

Os trabalhadores brasileiros que, na maioria ganha um salário irrisório ou salário mínimo, acorda pela manhã, às vezes de madrugada, luta para conseguir chegar ao trabalho utilizando um transporte coletivo de péssima qualidade, arrochado feito sardinha em uma lata, não conta com um plano de saúde adequado e muito menos escolas públicas de qualidade, é quem paga esta farra.

Enquanto isso, segundo reportagem publicada no jornal “Estado de S. Paulo”, Isabella Murad Cabral Alves dos Santos, 25, recebe do Senado, mas reside em Barcelona, na Espanha, desde o começo do ano. Ela é funcionária da liderança do PTB desde fevereiro de 2007. Isabella é sobrinha do genro de Sarney. Assim como Isabella, muitos outros parentes do Senador engordam a rica folha de pagamento da instituição.

Pelo que se pode observar, a lista de parentes e pessoas ligadas à família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não para de crescer o que nos leva a deduzir que os mais de 500 atos secretos do Senado, foram todos para nomear parentes ou amigos dos Sarneys ou proporcionar algum beneficio para os membros desta família que é amplamente favorecida pelo “farto bigode do Sarney”.

Como diz uma amiga de Florianópolis, Gardênia Hoffimann, “temos que admitir que também somos culpados pelo tamanho que se encontra esta pilha de lixo. Precisamos ser mais cuidadosos diante das urnas nas próximas eleições. Isto é fundamental”. Infelizmente tive o desprazer de tomar conhecimento de que as denuncias apresentadas ao Conselho de Ética contra o José Sarney, foram arquivadas. Mais uma vez a Capital Federal é transformada em uma “grande pizzaria”.


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