A OTAN decidiu aumentar sua presença militar no Leste Europeu próximo à Rússia e à Ucrânia com reforços defensivos aéreos e terrestres. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (24/02/2022) durante reunião dos embaixadores da aliança em Bruxelas, após o início da operação militar russa na Ucrânia.
“Hoje nós realizamos consultas no âmbito do Artigo 4 do Tratado de Washington […] Decidimos, em linha com o nosso planejamento defensivo para proteção de todos os aliados, tomar medidas adicionais para fortalecer ainda mais a dissuasão e a defesa em toda a aliança. Nossas medidas são e permanecem preventivas, proporcionais e não escalatórias”, informou a OTAN em comunicado.
O ministro das Relações Exteriores da Eslováquia, Ivan Korcok, afirmou nesta quinta-feira (24) que a OTAN pretende criar estruturas semelhantes às existentes nos Países Bálticos em todo o flanco leste, incluindo a Eslováquia.
De acordo com informações divulgadas pela Reuters, a Eslováquia pretende enviar 1.500 soldados para a fronteira com a Ucrânia para auxiliar os refugiados. Ivan Korcok disse que a Eslováquia concordou em “começar a planejar tais passos que sejam necessários para defender a aliança e a Eslováquia”.
“Nós estamos enviando forças defensivas adicionais aéreas e terrestres para a parte leste da aliança, assim como ativos marítimos adicionais”, informaram embaixadores da OTAN.
O Ministério do Interior da Eslováquia também informou que está preparado para aumentar o número de postos de passagem entre os dois países.
Cúpula da OTAN
O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, disse que ele e o presidente da França, Emmanuel Macron, querem realizar a cúpula presencial da OTAN o mais rápido possível. No entanto, ainda não está claro quais países vão estar fisicamente na reunião e quais participarão virtualmente.
Defesa autoriza participação de Portugal de ‘manobras de dissuasão’ da OTAN
Decisão por “unanimidade” do Conselho Superior de Defesa Nacional e do Presidente da República integra Portugal às manobras de dissuasão coordenadas pela Aliança Atlântica.
Nesta quinta-feira (24), o Conselho Superior de Defesa Nacional de Portugal anunciou parecer favorável do governo para a participação das Forças Armadas do país no que chamou de “manobras de dissuasão” da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) diante dos alegados ataques russos à Ucrânia.
“Com base na posição de princípio expressa pelos órgãos de soberania, […] atendendo à informação analisada, o Conselho deu, por unanimidade, parecer favorável às propostas do Governo para a participação das Forças Armadas portuguesas no âmbito da OTAN” em ações de dissuasão, segundo comunicado da Presidência.
Tais ações preveem “ativação da força-tarefa conjunta de muito alta prontidão [VJTF, na sigla em inglês] e do grupo de forças de acompanhamento inicial [IFFG, na sigla em inglês] para eventual empenhamento nos planos de Resposta Graduada da OTAN” e uma eventual “antecipação do segundo para o primeiro semestre de projeção de uma companhia do Exército para a Roménia”.
A resposta do primeiro-ministro António Costa foi motivada por relatos de algumas mídias sobre supostos ataques russos em território ucraniano, nesta madrugada. Costa já havia sinalizado que Portugal tem “conjunto de elementos que estão disponibilizados, e a prontidão a cinco dias, para, se for essa a decisão, serem colocados sob o comando da OTAN para essas missões de dissuasão”.
Enquanto isso, o presidente russo, Vladimir Putin, destacou que a ocupação do território ucraniano não está nos planos de Moscou. Segundo informou o Ministério da Defesa da Rússia, as armas de alta precisão russas estão destruindo infraestruturas militares da Ucrânia, bases aéreas, aviação e meios de defesa aérea. Não estão sendo realizados ataques contra cidades ucranianas e não há ameaça para a população civil.
O presidente da Rússia destacou em sua fala que toda a responsabilidade sobre o possível derramamento de sangue será completamente do regime do território ucraniano.
*Com informações da Sputnik Brasil.







