Em 2019, 1,8% dos adultos na Bahia e 1,5% em Salvador se autoidentificavam como homossexuais ou bissexuais, divulga IBGE

Em 2019, na Bahia, 1,8% da população de 18 anos ou mais de idade se autoidentificou como homossexual (lésbica ou gay) ou bissexual, o que representava 204 mil pessoas, de um total de 11,155 milhões nesse grupo etário.

A proporção de autoidentificados como homossexuais ou bissexuais no estado foi igual à verificada no país como um todo (1,8%), onde 2,920 milhões de pessoas informaram essas orientações sexuais – de um total de 159,171 milhões de adultos.

Entre as unidades da Federação, a Bahia tinha, empatada com Alagoas e Rio Grande do Norte, a 6ª maior proporção de homossexuais ou bissexuais (1,8%). Distrito Federal (2,9%) e Amapá (2,8%) apresentavam os maiores percentuais, em seguida vinham Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas (cada um com 2,3%). Por outro lado, Tocantins (0,6%) e Pernambuco (1,0%) registraram os menores percentuais. Em seguida vinham Goiás e Ceará (com 1,2% cada um).

Quando se arredondam os números para uma casa decimal, muitos estados tiveram as mesmas proporções. Além disso, como os percentuais foram muito baixos, não há diferença estatística significativa entre quase todos eles, a não ser quando comparados ao Tocantins.

Em termos absolutos, a Bahia manteve seu viés demográfico. Tinha o 4º maior número de pessoas com 18 anos ou mais de idade do país (11,155 milhões) e também o 4º maior total das que se autoidentificaram como homossexuais ou bissexuais (204 mil). São Paulo (827 mil pessoas), Rio de Janeiro (318 mil) e Minas Gerais (231 mil) eram os estados com maiores números de adultos que se autoidentificavam como homossexuais ou bissexuais.

Entre as capitais, Salvador e Fortaleza empatavam com a menor participação de homossexuais ou bissexuais na população adulta (1,5%, cada uma)

A proporção da população de 18 anos ou mais que se declarou homossexual ou bissexual em Salvador (1,5%) foi menor do que na Bahia como um todo (1,8%) e no Brasil (1,8%), representando 35 mil pessoas. Foi também a menor proporção entre as capitais, empatada com a verificada em Fortaleza/CE (1,5%).

Porto Alegre/RS (5,1%), Natal/RN (4,0%) e Macapá/AP (3,9%) registraram as maiores proporções de pessoas de 18 anos ou mais que se identificaram como homossexuais ou bissexuais.

Assim como ocorreu entre os estados, muitas capitais apresentaram as mesmas proporções, e praticamente não houve diferença estatisticamente significativa entre elas, exceto nos extremos.

Embora fosse a 4ª capital com maior número total de pessoas de 18 anos ou mais de idade (2,287 milhões), Salvador tinha apenas a 8ª maior população autoidentificada como homossexual ou bissexual (35 mil).

Nesse quesito, além de estar abaixo de São Paulo/SP (303 mil), Rio de Janeiro/RJ (158 mil) e Brasília/DF (66 mil), também ficava aquém de Belo Horizonte/MG (68 mil), Porto Alegre/RS (60 mil), Manaus/AM (56 mil) e Curitiba/PR (26 mil).

Nº de pessoas que não sabiam ou se recusaram a responder sobre orientação sexual foi maior do que o das que se identificaram como homossexuais ou bissexuais

No Brasil, na Bahia e em Salvador, o número de pessoas que informaram não saber ou se recusaram a responder sobre sua própria orientação sexual foi maior do que o das que se autoidentificaram como homossexuais ou bissexuais.

A diferença, em termos proporcionais, foi maior no estado. Dentre os adultos, 3,8% disseram não saber ou não quiseram responder, o que representava 418 mil pessoas. Foi mais do que o dobro das que se autoidentificaram como homossexuais ou bissexuais (204 mil ou 1,8% da população de 18 anos ou mais de idade).

Já em Salvador, a diferença foi menos representativa: 1,9% dos adultos não sabiam ou se recusaram a responder sobre sua própria orientação sexual, o que somava 43 mil pessoas (frente a 35 mil homossexuais ou bissexuais, 1,5% do total).

No país como um todo, 3,4% da população de 18 anos ou mais de idade disseram não saber ou não quiseram responder (5,339 milhões de pessoas), frente a 1,8% que se autoidentificou como homossexual ou bissexual (2,920 milhões).

Além disso, em 2019, 94,4% dos adultos na Bahia, 96,6% em Salvador e 94,8% no Brasil se autoidentificavam como heterossexuais.

No Brasil como um todo, a proporção de homossexuais ou bissexuais foi maior entre quem tinha mais instrução e renda

No Brasil como um todo, o percentual de pessoas que se autoidentificaram como homossexuais ou bissexuais foi maior entre aquelas com maior nível de instrução e renda. Entre quem tinha ensino superior completo, 3,2% se declararam dessa forma, percentual significativamente maior do que entre os sem instrução ou com nível fundamental incompleto (0,5%).

Os maiores percentuais de homossexuais ou bissexuais também foram observados nas duas classes de rendimento mais elevadas. Era de 3,1% entre quem morava em domicílios com renda per capita entre 3 e 5 salários mínimos e de 3,5% entre os que tinham rendimento domiciliar per capita maior que 5 salários mínimos – frente a 1,3% entre as pessoas sem rendimento ou com até ½ salário mínimo per capita.

Houve ainda uma correlação com a idade. Entre as pessoas mais jovens, de 18 a 29 anos de idade, 4,8% se autoidentificaram como homossexuais ou bissexuais, frente a 1,9% entre 30 e 39 anos; 1,0% entre 40 e 59 anos; e 0,2% entre as pessoas de 60 anos ou mais de idade.

Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os percentuais de autoidentificação como homossexual ou bissexual por sexo de nascimento (1,9% entre homens e 1,8% entre as mulheres), nem por cor ou raça (1,9% entre pessoas pardas, 1,9% entre as pretas e 1,8% entre as brancas).

Esse detalhamento das informações não está disponível para unidades da Federação nem capitais.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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