
Junullah Hashimzada foi morto em uma emboscada e era conhecido por sua críticas aos Talebãs; diretor-geral da Unesco diz que assassinato mostra a vulnerabilidade dos jornalistas que trabalham em áreas de conflito.
A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, condenou, na sexta-feira, o assassinato de um repórter de TV na cidade de Peshawar, capital da região noroeste do Paquistão.
O jornalista Junullah Hashimzada era chefe de redação do canal Shamshad e conhecido por suas críticas ao movimento islâmico Talebã. Ele foi morto em uma emboscada, que também feriu gravemente o seu colega de TV Ali Khan.
Novo Assassinato
Hashimzada é o segundo jornalista assassinado no mês de agosto no Paquistão. O correspondente de TV Sadiq Bacha Khan também perdeu a vida no dia 14 deste mês.
O diretor-geral da Unesco, Koïchiro Matsuura, afirmou que a morte de jornalistas é um preço alto demais a ser pago na tentativa de exercer a sua profissão.
Vulnerabilidade
Matsuura disse que os crimes mostram a vulnerabilidade dos profissionais de imprensa que trabalham em áreas de conflito.
Ele lembrou que a paz, a democracia e o estado de direito, exige um debate aberto e acrescentou que isso é essencial para a reconciliação e reconstrução do país.
Segundo o Instituto Internacional de Imprensa, 11 jornalistas foram mortos no Paquistão desde 2007, incluindo seis na região situada próxima à fronteira com o Afeganistão.
*Com informação da Rádio ONU, em Nova York.








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