Armas Biológicas (Armas de Destruição em Massa ADM)

Armas biológicas, também conhecidas como armas de destruição em massa (ADM) biológicas, são agentes biológicos, como bactérias, vírus, toxinas e outros patógenos, que são manipulados e utilizados como armas com o objetivo de causar doenças, morte e devastação em uma população ou em forças militares. Essas armas exploram os efeitos nocivos dos agentes biológicos em seres humanos, animais ou plantas.

As armas biológicas podem ser projetadas para infectar, incapacitar ou matar pessoas ou para afetar a produção agrícola e animal. Elas podem ser disseminadas de várias maneiras, incluindo a liberação deliberada em um ambiente, a contaminação de suprimentos de água ou alimentos e a utilização de vetores, como mosquitos, para espalhar doenças.

O uso de armas biológicas remonta à antiguidade, quando alguns exércitos lançavam cadáveres em poços de água para espalhar doenças. No entanto, com os avanços na biotecnologia e na genética, o potencial de desenvolvimento e disseminação de armas biológicas aumentou significativamente.

Existem várias razões pelas quais as armas biológicas são consideradas particularmente perigosas. Primeiro, os agentes biológicos podem se espalhar rapidamente e serem difíceis de controlar uma vez liberados, podendo afetar indiscriminadamente civis e militares. Além disso, essas armas podem ser projetadas para serem altamente contagiosas, resistentes a tratamentos médicos convencionais e difíceis de serem detectadas.

O uso de armas biológicas é amplamente condenado pela comunidade internacional. Vários tratados e convenções, como a Convenção sobre Armas Biológicas e Toxínicas de 1972, proíbem o desenvolvimento, produção e estoque de armas biológicas. No entanto, a possibilidade de grupos terroristas ou estados desonestos obterem e usarem essas armas continua sendo uma preocupação para a segurança global.