A Fundação Cultural Municipal Egberto Tavares Costa (Funtitec) é uma entidade vinculada à administração pública, responsável pela promoção, incentivo e gestão de atividades culturais no âmbito do município de Feira de Santana, Bahia. Criada com o objetivo de fomentar a cultura local, a Funtitec atua como uma autarquia municipal, oferecendo suporte a iniciativas artísticas e culturais, preservando o patrimônio histórico e incentivando a participação da comunidade em projetos culturais.
Entre suas principais funções, estão a administração de espaços culturais, como teatros, centros de cultura e museus, além de coordenar programas de formação artística e eventos culturais de diversas naturezas, incluindo festivais, exposições e oficinas. A fundação também é responsável pela gestão de políticas culturais municipais, apoiando a produção cultural local e facilitando o acesso da população às artes e à cultura.
Com a missão de valorizar as manifestações culturais de Feira de Santana, a Funtitec busca fortalecer a identidade cultural do município, incentivando tanto a preservação das tradições quanto a inovação e a criação de novos movimentos artísticos. O órgão ainda atua na promoção da inclusão cultural, oferecendo oportunidades de formação e expressão artística para diferentes segmentos da sociedade, especialmente em áreas historicamente marginalizadas ou com menor acesso a atividades culturais.
A fundação leva o nome de Egberto Tavares Costa, personalidade local que contribuiu para o desenvolvimento das artes, cultura e da comunicação em Feira de Santana, sendo uma referência no estímulo à valorização cultural na região.
Quem foi Egberto Tavares Costa
Egberto Tavares Costa nasceu em 1945, na cidade de Tanquinho, Bahia, filho de Manoel Ribeiro Costa e Bernadete Tavares Costa. Desde jovem, Egberto demonstrou interesse por temas sociais, o que o levou a buscar uma formação acadêmica voltada para a educação. Formou-se em Licenciatura em Estudos Sociais pela Faculdade Estadual de Educação de Feira de Santana, uma das instituições precursoras da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Com dedicação e comprometimento, Egberto construiu uma carreira sólida como professor, ensinando História, Geografia e Estudos Sociais no Colégio Estadual e no Colégio Estadual Agostinho Fróes da Motta.
Carreira no Jornalismo
Além de seu papel como educador, Egberto Tavares Costa teve uma longa e respeitável carreira no jornalismo. Ele foi fundador, superintendente e editor do jornal “Feira Hoje”, uma publicação de grande importância regional. Egberto também trabalhou como repórter no “Diário de Notícias”, foi redator do jornal “Situação”, e atuou como correspondente dos jornais “IC Shopping News” e “Tribuna da Bahia”. Sua contribuição ao jornalismo também incluiu posições de editor nas revistas “Panorama da Bahia” e “Gazeta Feirense”, além de colaborações com outras publicações, como “Rodentada”, “Endogastro Científico”, “Carta Mensal do Governador” e “Folha Cultural”.
Atuação no Rádio
Sua voz tornou-se familiar nas ondas do rádio, onde ele foi noticiarista das rádios Cultura AM e Antares FM. Durante vários anos, Egberto manteve um programa de opinião intitulado “Um Minuto Com Egberto Costa”, no qual analisava temas relevantes para a sociedade. Seu trabalho no rádio foi uma extensão de seu compromisso com a comunicação pública, onde procurava sempre manter o público bem-informado.
Contribuição na Assessoria de Comunicação
Egberto também foi uma figura-chave na área de assessoria de comunicação. Chefiou a Assessoria de Comunicação (Ascom) da Câmara Municipal de Feira de Santana e atuou como assessor de imprensa do Clube de Campo Cajueiro, do Colégio Leonardo Da Vinci e da Estação da Música. Em sua carreira, ele também trabalhou como assessor de comunicação do deputado estadual José Ronaldo de Carvalho, desempenhando um papel fundamental na divulgação das ações políticas do parlamentar.
Publicações Literárias
Egberto Tavares Costa deixou um legado também no campo literário, com obras que documentam a história e cultura de Feira de Santana. Ele editou os livros “50 Anos de Rotary Clube de Feira de Santana” (1991), “Memória Fotográfica de Feira de Santana” (1994) e “Caminhando & Servindo” (2001). Essas obras são reconhecidas por sua contribuição para a preservação da memória da cidade e das instituições que ele ajudou a promover.
Engajamento Comunitário
Egberto também teve um envolvimento ativo com a comunidade local. Na juventude, ele participou do teatro amador e manteve uma coluna em jornais sobre as artes cênicas, incentivando a cultura teatral na cidade. Além disso, Egberto fundou o Banco de Olhos de Feira de Santana e a Fundação Comendador Jonathas Telles de Carvalho, instituições que contribuíram significativamente para a saúde e o bem-estar da população. Sua atuação social incluiu também a presidência do Rotary Clube de Feira de Santana no ano rotário de 1983-1984.
Reconhecimentos Póstumos
Egberto Tavares Costa faleceu tragicamente em 26 de maio de 2002, vítima de um crime que chocou a cidade de Feira de Santana. Sua morte representou uma perda imensurável para a comunidade local, mas seu legado continua vivo por meio de inúmeras homenagens póstumas. O então prefeito José Ronaldo de Carvalho nomeou uma praça no Conjunto Wilson Falcão e a biblioteca do Ginásio Municipal Joselito Amorim em sua memória. Além disso, o vereador Antônio Carlos Coelho, presidente da Câmara na época, nomeou a sala da Assessoria de Comunicação da Câmara como “Sala Jornalista Egberto Costa”.
A maior homenagem, no entanto, foi a criação da Fundação Cultural Municipal Egberto Tavares Costa, que carrega seu nome e perpetua sua contribuição para a cultura e educação de Feira de Santana.














