Embrapa lança variedades de mandioca

Hoje, segunda-feira, 18 de junho de 2007, a Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE) e a Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas – BA) realizam, durante as comemorações dos 32 anos da Empresa em Aracaju, o lançamento das variedades de mandioca Jarina e Poti Branca. Indicados principalmente para cultivo nas condições do Centro-Sul do Estado de Sergipe, os híbridos visam ao processamento industrial das raízes para obtenção de farinha, fécula e seus derivados.

A Jarina e a Poti Branca são provenientes do projeto de Melhoramento de Mandioca para Biofortificação e para a Indústria de Farinha e Fécula, liderado por Wania Wukuda, pesquisadora da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, e foram avalizadas pela Rede de Validação de Cultivares de Mandioca para o Nordeste, liderada pelo pesquisador Hélio Wilson de Carvalho, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros. “O objetivo do projeto é desenvolver novos clones adaptados aos sistemas de produção em uso pelos agricultores, contribuindo para um aumento de produtividade e qualidade do produto final”, explica Wania Fukuda.

Pesquisa participativa

No Recôncavo Baiano, as variedades foram geradas e avaliadas na base experimental da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, sob as condições de Cruz das Almas, durante cinco anos (de 1989 a 1993). Em seguida, no Estado de Sergipe, a Embrapa Tabuleiros Costeiros realizou avaliações com a participação ativa e permanente de agricultores dos municípios de Nossa Senhora das Dores, Lagarto e Umbaúba, onde o potencial de adaptação, produtividade e rendimento de raízes superou as variedades locais.

De acordo com o pesquisador Hélio Wilson, esses dois novos materiais apresentam grande perspectiva de melhorar a produtividade da mandioca no Centro-Sul sergipano e no Norte da Bahia. “Eles apresentaram ótimo comportamento em termo de produtividade de raízes e teor de matéria seca. Outra característica é que a produtividade cresce à medida que se retarda a época da colheita”, explica o pesquisador. Essas cultivares apresentaram, na média de cinco colheitas, produtividade de 40 mil quilos por hectare.

Em Sergipe, a cultura da mandioca ocupa uma área de 30 mil hectares, com produtividade média de 15 mil quilos e plantio de 10 plantas mil por hectare. “Usar 15 mil plantas de Jarina ou de Poti Branca por hectare e adubação de acordo com o resultado da análise do solo já são suficientes para dobrar a produtividade do estado”, afirma Hélio Wilson. Além disso, é necessário seguir o manejo recomendado para a região, que deve incluir o controle rigoroso do mato – sobretudo durante os primeiros quatro meses após o plantio, que deve ser realizado no início das chuvas. A colheita deve ser realizada em plantas com 12 a 18 meses de idade.

Kiriris

Além de manivas da Jarina e da Poti Branca, serão distribuídas aos produtores manivas da variedade Kiriris, um híbrido resistente à podridão de raízes, uma das principais doenças que afeta a cultura da mandioca no Nordeste do Brasil. Em Sergipe, causa perdas de produtividade de até 100%. “Como medidas de controle, o uso de variedades resistentes, associado a práticas culturais como a rotação de culturas e o manejo dos solos, tem mostrado eficiência em 90% dos casos”, explica Wania Fukuda.

O projeto de geração e multiplicação das variedades desenvolvido pela Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical e Embrapa Tabuleiros Costeiros – Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – contou com o apoio do Departamento Estadual de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Deagro), Banco do Nordeste, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e prefeituras locais.

Jornalistas: Gislene Alencar (MTb/MG 05653 JP) e Léa Cunha (DRT-BA 1633).


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