A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) firmaram, na quarta-feira 18/07/2007, no Centro de Cultura Amélio Amorim (CCAAm), em Feira de Santana, um convênio voltado à recuperação da estrutura física do equipamento cultural, com atenção especial ao Restaurante Carro de Boi e à Boate Jerimum, espaços simbólicos da memória cultural feirense. O compromisso, assinado pelo reitor José Carlos Barreto de Santana e pela diretora-geral da Funceb, Gisele Nussbaumer, estabeleceu prazo estimado de um ano para a alocação dos recursos necessários às intervenções.
Convênio atende reivindicação antiga da comunidade cultural
A assinatura do acordo representou resposta a uma demanda antiga de artistas, produtores culturais, servidores da universidade e frequentadores do Centro de Cultura Amélio Amorim. O espaço, localizado às margens da Avenida Presidente Dutra, integra a paisagem urbana de Feira de Santana e possui relevância histórica por reunir atividades culturais, convivência social e memória arquitetônica.
Durante a solenidade, o reitor José Carlos Barreto de Santana afirmou que a UEFS manteria a unidade em funcionamento, conforme pleito apresentado pela Funceb. Ao mesmo tempo, ressaltou que a universidade não abriria mão do compromisso do Governo do Estado da Bahia com a recuperação da estrutura física do centro cultural.
Segundo o dirigente universitário, o Restaurante Carro de Boi e a Boate Jerimum foram construídos com arquitetura singular, atribuída ao feirense Amélio Amorim, e passaram a integrar o imaginário da população de Feira de Santana e de municípios da região. A declaração reforçou o valor simbólico do equipamento para além de sua função administrativa ou cultural.
Restaurante Carro de Boi e Boate Jerimum concentram valor histórico e afetivo
O Carro de Boi e a Boate Jerimum constituem dois dos espaços mais emblemáticos do Centro de Cultura Amélio Amorim. A recuperação prevista no convênio tinha como objetivo enfrentar a deterioração física das instalações e assegurar condições mínimas para a preservação de áreas associadas à vida cultural do município.
A referência à arquitetura de Amélio Amorim evidencia a dimensão patrimonial do conjunto. Mais do que estruturas de uso público, os espaços representam uma fase da história cultural de Feira de Santana em que equipamentos de convivência, lazer, gastronomia e arte ocupavam posição central na formação da identidade urbana.
A relevância do CCAAm também decorre de sua localização estratégica. Instalado na Avenida Presidente Dutra, o centro está situado em uma área de intenso fluxo, próxima a acessos importantes para as rodovias BR-324, BR-116 e BR-101, o que amplia sua visibilidade regional e sua capacidade de atrair públicos diversos.
Funceb destaca fomento à produção e difusão cultural
A diretora-geral da Funceb, Gisele Nussbaumer, afirmou que o convênio garantiria o funcionamento do Centro de Cultura Amélio Amorim, com ações voltadas ao fomento da produção artística e à difusão cultural. A dirigente também informou que a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia estava empenhada na alocação dos recursos necessários à recuperação do espaço.
De acordo com a gestora, o CCAAm seria incluído no roteiro de atividades e projetos culturais do Estado, medida considerada relevante para ampliar sua utilização pública e fortalecer a presença institucional do equipamento na política cultural baiana.
A manutenção do centro em funcionamento, combinada à promessa de recuperação física, buscava evitar a paralisação das atividades e preservar o vínculo da comunidade com o equipamento. Essa solução intermediária indicava a tentativa de conciliar continuidade administrativa, preservação patrimonial e retomada gradual da infraestrutura.
CUCA permanece na gerência do Centro de Cultura Amélio Amorim
A solenidade de assinatura do convênio contou com a presença do vice-reitor da UEFS, Washington Almeida Moura, e da museóloga Selma Soares Oliveira, então diretora do Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA). A entidade permaneceu responsável pela gerência do Centro de Cultura Amélio Amorim.
A participação do CUCA no processo reforçou a relação entre a universidade e a gestão cultural em Feira de Santana. Como braço cultural da UEFS, o centro universitário desempenhava papel relevante na articulação de projetos, atividades artísticas e ações de formação cultural.
Também participaram da solenidade representantes da comunidade externa, entre eles Irma Amorim, viúva do arquiteto Amélio Amorim, além dos deputados Colbert Martins Filho, então parlamentar federal, e José Cerqueira Neto, então deputado estadual. Artistas e servidores da universidade também acompanharam o ato.
Equipamento cultural integra memória urbana de Feira de Santana
O Centro de Cultura Amélio Amorim ocupa lugar particular na memória de Feira de Santana por reunir arquitetura, cultura, convivência e localização estratégica. Sua presença na Avenida Presidente Dutra o transformou em referência para moradores, artistas e visitantes que circulam por uma das principais vias urbanas do município.
A recuperação do Carro de Boi e da Boate Jerimum, prevista no convênio, tinha importância não apenas física, mas também simbólica. A preservação desses espaços significava reconhecer a contribuição de Amélio Amorim para a paisagem cultural feirense e para a formação de um repertório arquitetônico associado à identidade local.
Ao formalizar o compromisso, UEFS e Funceb assumiram responsabilidades complementares: a universidade, com a manutenção do funcionamento do equipamento; o Estado, por meio da política cultural, com a busca de recursos e a inserção do centro no circuito de atividades culturais.








Deixe um comentário