A Louca Marta Rocha

O mundo da moda é um território de sonhos onde pouquíssimas pessoas podem ter acesso. Gisele Bundchen, um dos maiores fenômenos da moda em todos os tempos, abriu o caminho para o “fashion made in Brazil”, mostrando uma nova perspectiva de sucesso nas passarelas, para as jovens candidatas a modelo deste país, descerrando um leque de novas carreiras e compondo um novo grupo de profissionais a serviço do mundo da moda.

Seja nas novelas ou nos reclames de TV, vemos, a todo o momento, que o mundo da moda, cada vez mais consegue o seu espaço, principalmente na esfera feminina. Envolvido com os espetáculos do mundo “fashion”, fiz uma viagem no tempo, retornando a Feira de Santana das décadas de 50 e 60, onde, por aqui existia a “Louca Marta Rocha”.

Pessoa ímpar, a Louca Marta Rocha – não confundir com a Miss Universo – figura folclórica da cidade Princesa, vestindo seus trajes excessivamente coloridos, com um turbante envolvendo sua cabeça, sempre nas cores roxa ou lilás, seu rosto “borrado” por uma maquiagem não menos acentuada, desfilava pelas artérias da cidade, principalmente pela rua Conselheiro Franco, transformada em sua passarela particular – naquela época conhecida como rua Direita – ia e vinha em seu desfile alegórico, nos dias em que eram realizados a tradicional Festa de Santana. Como se fosse um ritual, circulava o coreto central da praça da Matriz, ao som de uma filarmônica, que em seu pequeno concerto musical, animava a trajetória daquele ser exótico, sempre acompanhada de um batalhão de crianças, gritando seu nome e animando aquela cena burlesca.

Não sei qual a sua origem nem o fim daquele ser circunspecto, em suas cores vivas e brilhantes, animando com suas ingenuidades a já tão alegre Festa de Santa. Que Deus a tenha em um bom lugar.


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