Austrália envia mais tropas para o Timor Leste

O governo australiano disponibilizou mais de duzentos soldados e policiais que foram enviados para reforçar as patrulhas na capital do país.

Apesar do clima de apreensão causado pelos atentados, a situação nas ruas de Dili está tranqüila e as lojas continuam funcionando normalmente.

A Austrália mantém, a pedido do governo do Timor Leste, um contingente de cerca de 2 mil soldados no país desde abril de 2006, para ajudar a garantir a segurança da população.

O presidente interino, Vicente Guterres, disse que atos de vandalismo e manifestações serão banidos e a policia nacional do país tem feito patrulhas freqüentes depois da decretação de estado de sítio de 48 horas no país.

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu aos seus funcionários que deixem os escritórios no encerramento do expediente, que retornem às suas casas antes de escurecer e que restrinjam os deslocamentos na cidade.

Ramos-Horta

O presidente Ramos-Horta foi atingido por três tiros quando estava em sua casa, na manhã de segunda-feira, em um ataque liderado pelo líder rebelde Alfredo Reinado.

O presidente Ramos-Horta, que levou três tiros no ataque de segunda-feira, está em estado grave mas seu quadro clínico apresenta-se estável desde a cirurgia de emergência que sofreu na noite de segunda-feira.

Segundo os médicos do Royal Darwin Hospital, em Darwin, na Austrália, onde Ramos-Horta está internado, ele deve ser mantido em estado de coma induzido pelo menos até a próxima quinta-feira.

Os médicos australianos já removeram as balas mas afirmaram que existe a possibilidade de que outras cirurgias sejam necessárias durante a semana.

Ramos-Horta foi atingido em um ataque liderado por Alfredo Reinado, líder de um grupo de soldados expulsos do Exército em 2006.

Reinado foi um dos protagonistas da onda de violência que varreu o país em 2006, após sua expulsão junto com outros 598 militares.

Na ocasião, pelo menos 37 pessoas foram mortas em várias semanas de combates e mais de 150 mil timorenses foram obrigados a deixar suas casas.

A comunidade internacional condenou o ataque ao presidente, José Ramos-Horta, Nobel da Paz em 1996 e ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão.


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