Sistema vai queimar biogás produzido no Aterro Sanitário de Feira de Santana

Parte do biogás produzido pelo Aterro Sanitário de Feira de Santana vai passar a ser queimado a partir do final da próxima semana. O sistema de queima de gás, que foi importado dos Estados Unidos, será o primeiro do interior baiano – e um dos pioneiros do interior nordestino. A tecnologia permite a queima do metano e do gás carbônico, que contribuem para o aquecimento global.

A queima dos gases vai resultar em crédito de carbono, espécie de moeda ambiental que também é conseguida por projetos que absorvam gases que contribuem para provocar o efeito estufa. A comercialização é com base na tonelada de gás carbônico. Outro aspecto para o futuro é a geração de energia elétrica. O sistema tem capacidade para gerar até mil quilowatt por hora, de acordo com o engenheiro Ricardo Costa, responsável pela implantação do projeto.

O sistema foi projetado para queimar 1,9 metros cúbicos por hora de metano – massa equivalente a 36.000 toneladas de gás carbônico. O metano é, de acordo com estudiosos da área, 21 vezes mais prejudicial para o meio ambiente do que o gás carbônico. Mas, no seu início de atividades, o equipamento vai queimar entre 600 e 800 metros cúbicos por hora. A capacidade máxima está prevista para ser atingida dentro de quatro anos.

O equipamento está sendo implantado pela empresa Qualix, que faz a coleta e dá a destinação adequada aos resíduos domiciliares no município, e a MAG International, empresa dos Estados Unidos, especializada em crédito carbono. A quantificação é feita tendo como base cálculos que demonstram a quantidade de gás carbônico a ser retirada. Depois de uma série de avaliações por empresas independentes, a certificação final é emitida pela ONU.

O biogás, mistura de gás carbônico e metano, mais outros gases em pequenas quantidades, são produzidos a partir da decomposição da matéria orgânica. “Demos um importante passo que vai resultar em um grande ganho ambiental”, comemora o secretário de Serviços Públicos, Luiz Araújo. “O município de Feira de Santana está fazendo a sua parte neste setor”.

Ele destaca que a determinação do prefeito, José Ronaldo de Carvalho, em transformar o aterro sanitário resultou em um conjunto de iniciativas que beneficiarão o meio ambiente. “Temos um aterro que respeita todas as leis do setor”. O secretário salienta que o local vai tratar o chorume (líquido resultante da decomposição da matéria orgânica) que produz e que o lixo hospitalar está tendo a destinação correta, depois de passar pela autoclave.

O gás será retirado do aterro por cerca de três mil metros lineares de tubos de várias bitolas. Ao todo serão 40 pontos de captação. Um conjunto de motossopradores fará o serviço. Um vai sugar o gás do aterro e outro vai “soprá-lo” para o queimador, explica o engenheiro. Não será vista chama. Serão vistos os vapores resultantes da queima, apenas. Os ganhos ambientais são imensuráveis.


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