“O PMDB não vai apunhalar Lula, mas é ilusão achar que vai apoiar um petista em 2010”, diz Geddel Vieira Lima à Revista Veja

Com a aproximação das eleições para presidente em 2010, o clima é cada vez mais tenso, os jogos de interesses partidários aumentam de forma exponencial. O ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB). Durante entrevista concedida na revista Veja, de circulação nacional, deixa transparecer que o seu partido admite apoiar um tucano à sucessão de Lula. Ao mesmo tempo em que garante que o presidente Lula pode e deve confiar no PMDB. Embora admita a existência de setores do seu partido que não querem manter a aliança com o PT, ele diz estar disposto a defender o apoio ao candidato de Lula.”A aliança com o PT, a meu ver, é mais coerente, mas seguirei a decisão do partido”, garante.

Embora o PMDB tenha obtido, no último pleito eleitoral, um significativo crescimento político, o ministro reconhece que o mesmo não dispõe de quadros à altura para enfrentar uma disputa presidencial. Quanto ao fato do seu partido estar tentando eleger os presidentes da Câmara e do Senado, Gedel considera uma reivindicação justa, mas sabe que essas eleições podem prejudicar a relação dos dois maiores partidos da base de Lula. Por isso defende a busca de uma solução que procure manter a harmonia entre as duas agremiações políticas.

Ao ser questionado quanto ao fato de o ministro, devido a sua projeção política obtida no estado da Bahia, vir a ser o novo ACM, ele disse não querer se espelhar em um político que sempre combateu. E garantiu que em sua vida não há perseguições e ataques à honra, práticas que o levou a ter divergências profundas com o senador Antonio Carlos. Magalhães.

Dentre muitos outros temas abordados, o ministro considerou como natural a resistência do senado a eliminar o nepotismo. E diz ser contra o abuso e a sua generalização. Quanto ao fato de Geddel já ter empregado um irmão e sua cunhada em seu gabinete e sua mulher no gabinete de um de seus correligionários. Ele argumentou em sua defesa que quando ela trabalhava no gabinete de Michel Temer, não era a sua mulher. O seu irmão foi o seu braço direito e que se não fosse à lei antinepotismo, seria até hoje. Quanto a sua cunhada, esta prestava um serviço relevante.


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