Rompimento político entre João Henrique e Wagner era inevitável

A população baiana não foi pega de surpresa com relação ao fato do rompimento político existente entre o governador Jaques Wagner (PT) e o prefeito João Henrique (PMDB). Agora é para valer. A situação era considerada há muito tempo como insustentável politicamente e o seu resultado, por uma questão lógica, não poderia ser outro, uma vez que os interesses em conflitos eram e continuam sendo muitos. A relação ente eles era similar a existente entre os homens, durante a construção da torre de Babel, onde todos falavam e ninguém se entendia.

A título de citação vale a pena recordar alguns aspectos que contribuíram para este desfecho: a aproximação de João Henrique com o DEM para 2010; o flerte de João Henrique, na época no PDT, com o então governador Paulo Souto (DEM), pedindo apoio para abastecer a frota municipal, em função de desentendimentos com a Petrobras; em 2006 o prefeito teria tentando encaixar o pai, João Durval (PDT), na vaga ao Senado na chapa com que Paulo Souto disputaria a reeleição, entre outras atitudes de caráter político altamente discutível.


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