O senador Antonio Carlos Junior (DEM/BA) criticou a má gestão do governo estadual no combate à dengue na Bahia que registrou o maior número de casos da doença no país desde 2009.
“O que acontece na Bahia é de estarrecer. Até a primeira semana de fevereiro, haviam sido notificados pouco mais de seis mil casos, número que subiu para nove mil na segunda semana e para doze mil na terceira semana. Os dados mais recentes falam em quinze mil casos em todo o Estado, com quinze mortes confirmadas e mais vinte e cinco outras suspeitas.”
O senador alertou que o governo não consegue implementar um conjunto de ações para erradicar a doença do estado como um todo. Segundo ele, as disparidades no combate à dengue de um município para outro são muito grandes e citou como exemplo os municípios de Itabuna e Floresta Negra que estão enfrentado o problema de formas bem diferentes.
“As medidas que estão sendo tomadas em Itabuna, por exemplo, incluem a criação de centros de hidratação (um exemplo trazido do Rio de Janeiro), o fortalecimento das equipes de combate, o uso de helicóptero para mapear as áreas com possíveis focos e até mesmo a ajuda de estudantes de enfermagem e medicina no atendimento de doentes. Já em outros municípios, como em Floresta Azul, o hospital está fechado e há apenas dois postos de Saúde, oito agentes de combate aos focos de dengue e duas pessoas trabalham com a educação da população”, lamentou.
ACM Junior denunciou ainda que os agentes de combate a endemias trabalham sem kits de segurança, sem uniforme e sem identificação o que dificulta muito o acesso desses profissionais nas residências que ainda sofrem com a violência.
“A insegurança urbana e rural é um obstáculo muitas vezes intransponível, pois a ação de criminosos acaba por impedir a entrada dos agentes em áreas consideradas de risco”, ponderou.
Antonio Carlos disse também que a dengue é um problema que perdura na Bahia e que tem feito o povo sofrer. Preocupado com o bem estar da população, o senador lamentou a incompetência do governo petista em acabar com a epidemia e prometeu ajudar.
“Vou ajudar apresentando emendas ao Orçamento voltadas para ações de saúde e saneamento. Assim como vou fiscalizar e cobrar ações federais, estaduais e municipais. Não apenas as ações urgentes, essenciais para que se amenize esta situação, que está insustentável e que maltrata especialmente a população baiana menos favorecida, mas também as ações de longo prazo que até agora não vi sequer esboço delas em meu estado”, finalizou.










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