Ministro da Cultura apresenta exposição de Pedro Archanjo

Juarez Duarte Bomfim.
Juarez Duarte Bomfim.

PEDRO ARCHANJO. Natural de Maragogipe – Bahia. Sociólogo, fotógrafo. Exposição no Brasil, Argentina, Áustria, Alemanha e Suíça. participa do livro “Em torno da fotografia no Brasil” de autoria do Prof. Pietro Maria Bardi. Prêmio Aloísio Magalhães. Publicou CD-R sobre a Influência da Cultura Africana na Bahia patrocinado pela Caixa Econômica Federal. Implantou a Bienal do Recôncavo, o Festival de Filarmônicas e o Festival de Samba de Roda do Médio Recôncavo. Dirige o Centro Cultural Dannemann, desenvolve pesquisa em arte contemporânea, e realiza ensaios fotográficos nos terreiros de candomblé do Recôncavo. http://www.pedroarchanjo.com.br

A BUSCA DA TRANSITORIEDADE. Pedro Archanjo é uma dessas pessoas que transitam com desenvoltura entre ritos e sons dos terreiros de Candomblé e os acordes da legião performática do rock’n’roll, passando por mídias digitais e pesquisas de linguagem em arte contemporânea. Quando cheguei do exílio na década de 1980, uma das coisas que me chamaram a atenção foi uma exposição de Archanjo no Museu de Arte Moderna da Bahia – uma série fotográfica sobre a influência da cultura africana. As imagens fotográficas – fotos coloridas grandes e impactantes– eram acompanhadas ainda de outras linguagens, como um vídeo no qual Caetano entrevista Mick Jager – depoimento que gerou polêmica; e, entre outros eventos, Jair, um percussionista do Recôncavo que depois tocou com Djavan, produzia solos em um berimbau amplificado. Aquela exposição e as outras atividades agregadas receberam o nome de Laroyê, uma saudação a Exu. Exu, que cristaliza em si o dinamismo cósmico, diferencia os idênticos e identifica os diferentes, foi homenageado com vídeos, atabaques e guitarras. Já neste trabalho atual, percebo que o artista abandona cor e qualquer pretensão regional de contribuição às memórias ancestrais. O vetor agora é outro: a partir de manequins de diferentes metrópoles, ele realiza um ensaio em preto-e-branco essencialmente conceitual. É por meio dele que Pedro Archanjo agora busca, com sucesso, diálogos significativos e precisos com a transitoriedade do discurso estético contemporâneo.

Juca Ferreira

Ministro de Estado da Cultura

O que: Exposição Fotográfica O MOMENTO HISTÓRICO QUE NOS CONTÉM de Pedro Archanjo.

De 21 de maio a 30 de junho de 2009, no Museu de Arte da Bahia.  Abertura: 20 de maio, 19:30h.


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