As escutas telefônicas da Polícia Federal durante a Operação Satiagraha, conduzida em parte pelo delegado Protógenes Queiroz, produziu alguns efeitos colaterais.
Segundo reportagem da revista Carta Capital (15/07/2009) o ex-diretor da Construtora Andrade Gutierrez, Roberto Amaral, foi designado por Daniel Dantas para um trabalho específico: “plantar notícia de interesse da quadrilha na imprensa brasileira (…) assim, a dupla (Roberto Amaral e Daniel Dantas) “foi pega em meio a uma negociata de suborno com pelo menos dois jornalistas: Gilberto De Pierro (o Giba Um) e Cláudio Humberto Rosa e Silva, ex-porta-voz do ex-presidente Fernando Collor de Mello, cassado em 1992 por corrupção”.
A revista Carta Capital afirma que “ambos (Gilberto Di Pierro e Cláudio Humberto) publicavam notas em colunas online contra desafetos de Dantas, por valores que variavam entre 5 mil e 20 mil reais”.
A revista Carta Capital completa: “Cláudio Humberto também foi remunerado, segundo e-mail interceptado pela PF, em 117 mil reais referentes a anúncios publicados no Jornal de Brasília”.
A carta Capital é cruel. Na legenda das fotos dos dois jornalistas escreveu:
“ARAUTOS. Das boas ações do orelhudo, também conhecido como “olhos verdes sensuais”, De Pierro e Cláudio Humberto saíram barato para o corruptor”.
Share this:
- Click to print (Opens in new window) Print
- Click to email a link to a friend (Opens in new window) Email
- Click to share on X (Opens in new window) X
- Click to share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn
- Click to share on Facebook (Opens in new window) Facebook
- Click to share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp
- Click to share on Telegram (Opens in new window) Telegram
Relacionado
Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)
Subscribe to get the latest posts sent to your email.




