Os políticos não entendem a comunicação política, muitos menos na Internet | Por Oldack Miranda

“Um paradoxo da cultura contemporânea é a incapacidade da maioria dos políticos de entender a comunicação política. Essa disfunção provoca, muita vezes, resultados trágicos. É o caso da lei votada pela Câmara dos Deputados para regular o uso da Internet nas eleições”.

Assim João Santana, jornalista, publicitário e consultor político, mas para a mídia marqueteiro de campanhas eleitorais, começa seu artigo intitulado “O labirinto da Internet”, publicado na página de opinião da Folha de S. Paulo (20/07/2009).

Segundo ele, “se aprovada sem mudanças pelo Senado, vai provocar um forte retrocesso numa área em que o Brasil, quase milagrosamente, se destaca no mundo – sua legislação de comunicação eleitoral”.

(…) Os nossos deputados decidiram errar onde não poderiam. Mas era um erro previsível. A Internet é o meio mais perturbador que já surgiu na comunicação. Para nós, da área, ela abre fronteiras imprevisíveis e desconcertantes (…)

(…) Se é perturbadora para nós do meio, por que não o seria para legisladores e juízes? Principalmente para os políticos que, como se sabe, sofrem desconforto com a comunicação política desde o surgimento dos meios modernos (…)

(…) Foram enormes os pulos causados pela imprensa, pelo rádio, pelo cinema e pela TV na forma e no modo de fazer política. Mas nada perto dos efeitos que trará a Internet. Não só por ser uma multimídia de altíssima concentração, mas também porque sua capilaridade e interatividade planetária farão dela não apenas uma transformadora das técnicas de indução do voto mas o primeiro meio a mudar a maneira de votar (…)

(…) As cibervias (…) vão ajudar a produzir uma nova democracia tão radicalmente diferente que não poderá ser adjetivada ou definida com termos do nosso presente-passado, tipo “representativa” ou “direta” (…)

(…)Não é só o erro de encarar um meio novo com modelos de regulação tradeicional. É porque a Internet, no caso da comunicação política, nasceu indomável. E sua força libertadora tem de ser estimulada, e não equivocadamente reprimida.

URGE CORRIGIR OS EQUÍVOCOS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS.


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