Feira de Santana: Literatura de cordel é tema de mostra do Museu Casa do Sertão

Literatura de cordel é parte do patrimônio sociocultural do povo nordestino.
Literatura de cordel é parte do patrimônio sociocultural do povo nordestino.

Com um bate-papo entre o cordelista Franklin Machado e os alunos das 2ª e 3ª séries do Ensino Fundamental do Centro de Educação Básica, a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) abriu, nesta quinta-feira (20/08/2009), a exposição Ofício de Cantar e Ilustrar: Cordelistas, Xilógrafos e Folheteiros.

 A mostra fica aberta ao público até 30 de setembro na Sala de Exposições Temporárias do Museu Casa do Sertão, campus universitário. A proposta é apresentar as etapas de composição e ilustração da literatura de cordel, dando destaque aos produtores desta arte popular.

 Para esta exposição, foram selecionadas xilogravuras prontas e matrizes, folhetos de cordéis e diversos livros que tratam da temática cordel e xilogravura. Para a organização do evento, a diretora do Museu Casa do Sertão, Cristiana Barbosa, contou com colaboração dos artistas Antonio Alves da Silva,  Franklin Maxado, Jurivaldo Alves da Silva e Luiz Natividade.

 A exposição estará aberta ao público de segunda a sexta, das 8 às 11 da manhã e das 14 às 17 horas.

 A denominação e a função do cordelista muitas vezes são confundidas com a do folheteiro. Adiretora do Museu Casa do Sertão, Cristiana Barbosa, explica que enquanto o cordelista é o autor do cordel, cabe ao folheteiro a divulgação e venda da obra, o que ocorre, em geral, nas feiras livres. O folheteiro lê ou canta em voz alta as primeiras estrofes, fazendo as suas colocações pessoais e criando todo um mistério de forma a convidar o povo à leitura.

 A literatura de Cordel é herança da cultura portuguesa, trazida pelos colonizadores entre os séculos 16 e 17. No entanto, só  a partir do século 19 é que passa a ser impressa também no Brasil, inicialmente na região Nordeste. Escrita a partir das narrativas orais, a literatura de Cordel são folhetos que conservam marcas da linguagem oral, o que a diferencia da literatura considerada erudita.

 As capas dos folhetos são enfeitadas com xilogravuras, uma espécie de carimbo, talhadas em tacos de madeira mole e de longa duração. O xilógrafo ou xilogravador é aquele que, por oficio, talha as imagens em madeira.


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