Congresso Internacional de Literatura Portuguesa reúne professores em Salvador

A Associação Brasileira dos Professores de Literatura Portuguesa (Abraplip) promove, entre 13 e 18 de setembro de 2009, na Universidade Federal da Bahia, em Salvador, o XXII Congresso Internacional da Associação Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa, juntamente com a Universidade Estadual de Feira de Santana. Participam, também, Universidade Estadual da Bahia (Uneb), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Universidade Católica de Salvador (UCSal) e Universidade Jorge Amado (UniJorge).

   O formato de Congresso Internacional adotado para o XXII Evento pretende enfatizar o viés que vem perpassando as reuniões anteriores da Associação, qual seja, a abrangência de área e procedência dos participantes, ouvintes, comunicadores e conferencistas, nomeadamente os convidados especiais.

   Pensar a docência, pesquisa e extensão no terreno disciplinar de Literatura Portuguesa, no Brasil, aciona as áreas de Letras, Lingüística, Artes e Ciências Sociais e Humanas, convocadas a participar de um congresso calcado nas possibilidades de intercâmbio nacional, transnacional e internacional, entrelaçados a dilemas e ditames culturais brasileiros, em sua abertura para com as culturas portuguesa e africanas de língua oficial portuguesa.

   O XXII Congresso Internacional da Associação Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa, a exemplo dos eventos anteriores, reunirá professores, estudantes, pesquisadores, críticos dos diversos estados brasileiros, escritores portugueses e profissionais estrangeiros, com o foco nos nexos sugeridos pelos termos “Memória, Trânsitos, Convergências”, a apontar para diferentes movimentos imbricados.

   Memória: A avaliação da cena atual dos estudos portugueses no Brasil, dos quais a literatura quase sempre foi emblema, despertou o interesse por revisitar sua trajetória e levantar sua história, refazendo os percursos dos intelectuais responsáveis pela inserção da matéria nas universidades brasileiras. A história dos estudos literários portugueses no Brasil abrigou, também, ao longo do tempo, por razões distintas, os estudos das literaturas africanas de língua portuguesa. A memória desses périplos combina-se com a sua reiteração enquanto trânsito e interlocução indeslocáveis, sobremodo em contexto brasileiro. A tópica constitui-se, pois, como pólo de recuperação e resgate do passado para redimensionar o presente, atualizando a memória em presença e referendo.

   Trânsitos: Movimentos diversos por sobre o Atlântico sustentaram por séculos as relações entre Brasil e Portugal, entre Portugal e os cinco países de língua oficial portuguesa, com os quais se agrega o Brasil. Abre-se o espaço para exame de trânsitos e trocas implicados, que inevitavelmente atravessam literaturas e culturas, alvo de mãos duplas ou sinais de reversão, com vistas à reavaliação do presente. Da mesma forma, trânsitos quer significar pólo da abertura a temas e objetos que mantenham relação com a Literatura Portuguesa, a cultura portuguesa em sentido lato e as culturas brasileira e dos países africanos de língua oficial portuguesa, em suas múltiplas modalidades de análises, relações e interlocuções.

   Convergências: A consciência das diferenças, da diversidade e das adversidades conduz à construção de estratégias de trabalho concatenado. Discutir dificuldades e propostas, buscar mecanismos de articulação, em termos de aproximações e trocas de experiências e debate de idéias, responde pelo desempenho profissional comprometido com a qualidade e com o diálogo com diferenças, a par da consistência do conhecimento que se multiplica em universidades e escolas do ensino médio. Considerando as distâncias, não apenas geográficas, entre profissionais e núcleos dos estudos portugueses no Brasil, a conjunção de esforços – projetos, cursos e atividades – apresenta-se quase palavra-de-ordem face à disjunção ou dispersão atuais. Da memória mais distante aos trânsitos constantes de hoje e sempre vislumbram-se perspectivas de interação e revitalização consignadas na idéia de convergência, que não exclui as eventuais divergências, tão necessárias quanto desejáveis. Diálogos e estratégias compartilhadas entre os professores universitários de diferentes cidades, bem como entre esses e os professores de Segundo Grau de ensino médio, devem resultar em ações comprometidas entre áreas afins.

Linhas Temáticas para as Comunicações:

Memória das identidades

Escritas e memórias

Subjetividades em trânsito

Políticas de Convergências

Trânsitos geopolíticos da literatura

Diálogos e convergências

 *Com informação da ASCOM/UEFS.


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