E voltamos a Cingapura | Por Sérgio Tarcitano

No ano passado o GP foi muito comentado por ter sido a primeira corrida noturna da F1. Todos os repórteres do mundo questionavam os pilotos sobre segurança, visibilidade e etc. Depois da prova o assunto era a “mangueira” da Ferrari… E um ano depois, o GP de Cingapura continua muito comentado pelo “acidente” da Renault.

Pelo menos uma pessoa deve estar feliz com isso tudo, o poderoso Bernie Ecclestone, dono dos direitos de transmissão da Fórmula 1 e idealizador do GP noturno de Cingapura, não pela beleza das imagens ou pelo fato inusitado, mas para que, com o fuso horário, o GP fosse transmitido na Europa em um horário que desse bom retorno comercial… E este ano deve ter uma audiência enorme. Enfim, o$ intere$$e$ $ão $empre o$ me$mo$…

Voltando ao que interessa que é a disputa nas pistas, o resultado do ano passado não ajuda em nada um prognóstico para a prova deste ano. Porém, se considerarmos os resultados das corridas de rua realizadas até agora nesta temporada, como Mônaco e Valência, os carros da Brawn andaram muito bem, Button venceu em Mônaco e Barrichello venceu em Valência. Foram 18 pontos marcados pelo brasileiro contra 12 marcados pelo inglês. É um tipo de pista que Rubinho gosta bastante, apesar de Button ter se dado melhor lá no ano passado. Mas não podemos nos esquecer de Mclaren e Ferrari, que melhoraram muito e já estão na mesma balada dos líderes, quer dizer… Para a prova está tudo aberto, mas para o campeonato parece que a RBR de Vettel e Webber vão ficar cada vez mais longe do título e a disputa vai ser mesmo entre Button e Barrichello, que, repito, precisa ter mais carros entre ele e Button para pretender ainda ser o Campeão Mundial.

Tento evitar, mas vou tocar no assunto pela última vez. O “caso Nelsinho/Renault”: A decisão da FIA, como sempre, foi política e de acordo com os interesses da categoria. Não se puniu Nelsinho, pois foi quem denunciou e se punirem quem denuncia nunca mais se descobre nada. Não puniram a Renault, pois é uma das grandes marcas inscritas no mundial e, pensando bem, e empresa Renault nada teve a ver com o ocorrido. Não puniram o Alonso, pois o espanhol é o melhor piloto atualmente e traz fortíssimos (aliás, fortississíssimos) patrocinadores para a categoria. E baniram o Briatore por ser ele um talentoso criador de inimigos dentro e fora da fórmula 1, e ser ser totalmente substituível. O cara é antipático e não faz a menor falta na categoria. Nunca ouvi dizer que ele tenha algum amigo lá dentro… Então, a decisão foi tomada para o bem de todos.

*Por Sérgio Tarcitano, nascido em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Formado em Marketing. Acompanha automobilismo desde sua adolescência, mantendo arquivo pessoal desde então. Filho de dirigente esportivo, tem o esporte nas veias. Trabalhou com Marketing Esportivo por longos anos, e hoje acompanha e escreve sobre automobilismo refugiado na paradisíaca Porto Seguro, na Bahia. Escreve suas colunas para a F1Mania.


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