Salve a desorganização no 7 de setembro

Desorganização. Esta é a palavra que define muito bem o desfile cívico do 7 de setembro de 2009 realizado hoje pela manhã na Av. Presidente Dutra, em Feira.

Nos anos das grandes fanfarras e acrobacias ensaiadas há meses pelas “balizas”, ainda na Av.Getúlio Vargas, os desfiles encantavam aqueles que saiam cedo das suas casas para celebrar o grande dia da Independência do Brasil.

Hoje com cordas de isolamento ao chão, esquecidas e pisoteadas, sem o auxílio da polícia militar para conter a população que avançava desordenadamente ao espaço que sobrou para os poucos pelotões, o espetáculo antes fascinante agora é feio, vergonhoso.

Famílias com crianças ao colo driblam bêbados, marginais, pontos de brigas. Celulares são roubados num calor abafado e no vacilo do empurra-empurra. No serviço de som instalado no palanque oficial do circuito, o locutor anunciava desde crianças desaparecidas até um noivo que perdera a noiva na multidão.

O folclórico Zico Senna saudava o povo de longe e o chefe do Legislativo de perto. No palanque oficial pré-candidatos a deputados. Siri dos Canecos desfilava pelo meio dos pelotões num vai e vem desordenado. O suor já derretia a maquiagem de Isaías Malhado da TV Subaé. E no pensamento daquele povo uma interrogação: “Cadê as tradicionais fanfarras das grandes escolas estaduais de Feira de Santana”?

O grito dos excluídos que nos anos de eleição esteve repleto de políticos, hoje poucos participaram. Excluíram-se. Poucos também os representantes de sindicatos e movimentos. Os colegas jornalistas anunciaram seu protesto pela regulamentação do diploma e lá não apareceram.

O povo volta para casa frustrado pelo espetáculo que ele mesmo contribuira para enfeiar. A polícia volta com a sensação que poderia ter feito algo mais. E uma mãe encontra sua filha que havia perdido na multidão graças ao serviço de som. Este sim, funcionou!

*Com informação de Maria José Esteves.


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