Assembleia lança hoje o livro: A Bahia Que Nós Queremos

Qual a Bahia que desejamos ter nos próximos anos? O que fazer para vencer os desafios sociais, econômicos e estruturais e colocar o estado entre os mais influentes do Brasil neste momento de crescimento do país? Para responder essas perguntas, a Assembleia Legislativa convidou lideranças políticas, técnicos e especialistas para opinarem sobre os mais diversos temas da realidade socioeconômica e apresentarem propostas que venham a projetar o estado no futuro. O resultado é o livro A Bahia que nós queremos, que será lançado hoje, às 16h30, no saguão Nestor Duarte da AL.

Organizada pelo economista Armando Avena, a publicação de 151 páginas traz artigos escritos do governador Jaques Wagner, dos senadores César Borges e Antonio Carlos Magalhães Júnior, do ex-governador Paulo Souto, além do presidente do Tribunal de Contas do Estado, Manoel Castro, secretários estaduais, ex-secretários, presidentes de empresas estatais e privadas, de entidades, dentre outros.

A idéia do livro nasceu na Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da AL, quando ela era presidida pelo deputado Júnior Magalhães (DEM). Durante os anos de 2007 e 2008, foram debatidas nas reuniões do colegiado questões conjunturais, vantagens comparativas, gargalos estruturais e projeções para o futuro da Bahia.

PLANEJAMENTO

“O modelo econômico que fez de nosso estado a sexta economia do país necessita ser fortalecido e torna-se fundamental que o governo, as lideranças empresariais, a universidade e todos os segmentos, independente de cores partidárias, se debrucem sobre a realidade baiana, buscando novas saídas para evitar a perda relativa de competitividade frente a outros estados . Esta é a intenção deste livro: a de colocar em discussão o futuro da Bahia para que possamos planejar o estado que desejamos legar aos nossos netos”, afirmou Júnior Magalhães na introdução da publicação.

Na apresentação do livro, o presidente da AL, deputado Marcelo Nilo, destacou a importância do exercício de se pensar o futuro do estado. “Só dessa forma será possível identificar políticas e programas capazes de viabilizar um desenvolvimento mais justo e mais harmônico para a Bahia”, acredita ele. Já o organizador Armando Avena explicou que a coletânea de artigos foi distribuída em dois blocos: Bahia, uma visão global e Os desafios econômicos, sociais e de infraestrutura.

O bloco 1 é aberto com um artigo do governador Jaques Wagner, no qual destacou algumas ações de sua gestão, mas principalmente citou os projetos para o futuro. “O horizonte de novos projetos industriais incentivados é extraordinariamente promissor e a previsão é que sejam batidos todos os recordes. Temos em carteira 106 projetos em cartas-consultas, significando intenções de investimentos da ordem de R$65 bilhões e geração de quase 90 mil postos de trabalho direto”, assegurou Wagner.

Já o ex-governador Paulo Souto escreveu o artigo Bahia: crescimento com qualidade. Para ele, o principal entrave para o crescimento do estado está na educação. “Se houve avanço notável na universalização do ensino fundamental, as primeiras respostas a sua qualificação são muito tímidas e não podem continuar com essa lentidão”, escreveu ele. Para o ex-governador, um passo essencial será a melhoria da formação dos professores.

Presente na coletânea, o senador César Borges observou que o desenvolvimento entre as regiões do estado ainda é muito desigual. Enquanto a Região Metropolitana de Salvador detém um PIB per capita anual de R$7,7 mil, as regiões da Bacia do Jacuípe e do semi-árido geram apenas R$1,8 mil e R$ 1,7 mil, respectivamente – ou seja, uma diferença de quatro vezes mais em favor da região menos pobre.

Também escreveram artigos o senador Antonio Carlos Magalhães Junior (“para que volte a ser atraente para novos empreendimentos, a Bahia precisa oferecer boas condições tributárias, mão-de-obra capacitada e especialmente infraestrutura moderna” ), e o secretário de Infraestrutura do Estado, Antonio Carlos Batista Neves (“O governo definiu como diretriz estratégica a recuperação e a ampliação da infraestrutura de transportes – rodoviário, ferroviário, hidroviário e aeroviário – e a implantação de uma adequada cadeia logística para proporcionar a competitividade ideal nos mercados nacionais e internacionais”).

Os secretários estaduais Carlos Martins (Fazenda), Domingos Leonelli (Turismo), Ildes Ferreira (Ciência e Tecnologia), Manoel Vitório (Administração), o presidente do Cofic, Manoel Carnaúba, o superintendente do Iphan, Carlos Amorim, o presidente da Ademi, Walter Barreto Jr., o diretor presidente da Codeba, Marcos Santonio Rocha Medeiros, além dos deputados estaduais Paulo Rangel (PT), Leur Lomanto (PMDB), Ângela Sousa (PSC), dentre outros, também escreveram artigos para publicação.

*Com informações da ASCOM/ALBA


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