Desigualdades entre ricos e pobres ainda são gritantes, aponta relatório do Pnud

Relatório de Desenvolvimento Humano 2009 divulgado, nesta segunda-feira, pelo Pnud destaca o potencial da migração; nove países africanos ocupam os 10 últimos lugares do índice de desenvolvimento humano.

Apesar dos progressos registrados em vários setores ao longo dos últimos 25 anos, as disparidades entre os países ricos e pobres ainda são gritantes.

A afirmação está no Índice de Desenvolvimento Humano divulgado, nesta segunda-feira, em Bangkok, na Tailândia, como parte do Relatório de Desenvolvimento Humano 2009.

Indicadores Sociais

O índice classifica os 182 países do mundo de acordo com vários indicadores sociais, incluindo a expectativa de vida, acesso à educação, renda per capita e taxa de alfabetização.

Os três primeiros lugares da lista são ocupados pela Noruega, Austrália e Islândia. A França voltou ao grupo dos dez primeiros classificados. Já os Estados Unidos ocupam a 13ª posição.

O Brasil ocupa o lugar de número 75. Os dez últimos postos do índice são ocupados por países africanos, com a exceção do Afeganistão.

Desigualdades

A especialista em políticas do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, Pnud, Isabel Pereira, uma das autoras do relatório, disse à Rádio ONU, em Nova York, que o índice mostra desigualdades gritantes nos países de língua portuguesa.

“Por exemplo no caso de Cabo Verde, os 10% mais pobres no país têm cerca de 2% de todo o rendimento ou toda a despesa comparado com os 10% mais ricos que controlam cerca de 40% da riqueza. Trata-se de uma grande disparidade. Mas a diferença é ainda maior em Angola. Os 10% mais pobres só têm acesso a 0,06% da riqueza enquanto os 10% mais ricos têm acesso a 45% da riqueza. O Brasil é outro país onde a desigualdade , nomeadamente de rendimentos, é bastante grande”, disse.

Migração

O Relatório de Desenvolvimento Humano 2009 destaca a importância de movimentos migratórios. O estudo indica que a livre circulação de pessoas entre países tem o potencial para melhorar as vidas de milhões no mundo.

O relatório realça que a migração é inevitável e constitui uma dimensão importante do desenvolvimento humano.

*Com informações da Rádio ONU em Nova York.


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