Governo Wagner é acusado pela oposição de ter gasto 570 milhões, sem licitação, em realização de obras não emergenciais

O líder da oposição na Assembléia Legislativa, deputado Heraldo Rocha (DEM) apresentou hoje um minucioso levantamento feito sobre todas as despesas de licitações ocorridas no governo do Estado este ano. O relatório que tem como fonte o Sistema de Informações Contábeis e Financeiras (SICOF) do Estado,  aponta que R$ 570 milhões foram gastos sem licitação, o que representa 8% do orçamento de despesas sujeitas à licitação.

O deputado denunciou a prática como ilegalidade no uso do expediente, ao afirmar que a medida tem como fim agilizar as ações emergenciais, mas está sendo utilizada para contratar serviços de limpeza, vigilância, refeição, pavimentação de vias, obras estas, que estão muito longe de serem consideradas emergenciais.

Por falta de argumento mais consistente o líder governista, Waldenor Pereira (PT), ensaiou uma defesa que demonstrou falhas gritantes ao procurar tentar comparar o atual governo com os anteriores. Nunca é demais lembrar que um erro não se corrige o outro. Se estes governos eram criticados devido ao uso dessa prática, maior condenação padece aquele que crítica o ato e ao chegar ao poder adota o mesmo procedimento.

O petista destaca que nunca questionou os gastos dos governos anteriores através da dispensa, se assim ele procedeu foi por iniciativa própria. Quanto ao fato de considerar que até 5% do orçamento pode ser considerado como compatível, esse argumento não serve de consolo para justificar  a medida adotada pelo atual governo que já ultrapassa a percentagem do considerado, pelo próprio líder do PT, como minimamente tolerável. O ato pode até ser considerado legítimo por permitir celeridades nas decisões governamentais, desde que haja limites na sua aplicação.


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