Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de anúncio do novo plano de investimento da Ford

Lula e Wagner. Presidente discursou e afirmou volumes de empréstimos: E vou lhes dar alguns números que é muito importante o Brasil saber: hoje, em 2009, o Banco do Brasil, sozinho, tem disponibilizado todo o crédito que o Brasil inteiro tinha em 2003.
Lula e Wagner. Presidente discursou e afirmou volumes de empréstimos: E vou lhes dar alguns números que é muito importante o Brasil saber: hoje, em 2009, o Banco do Brasil, sozinho, tem disponibilizado todo o crédito que o Brasil inteiro tinha em 2003.

Camaçari, Bahia, 20 de novembro de 2009.

Bem, eu quero cumprimentar o nosso querido companheiro Jaques Wagner, governador da Bahia,

Meu querido companheiro ministro da Comunicação Social, Franklin Martins,

Quero cumprimentar o Edmundo Pereira, vice-governador da Bahia,

Cumprimentar o ex-governador e senador César Borges,

Quero cumprimentar os deputados federais Sérgio Carneiro e Daniel Almeida,

Companheiro Ivan Ramalho, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento,

Nelson Barbosa, secretário de política econômica do Ministério da Fazenda,

Quero cumprimentar o James Correia, secretário de Indústria e Comércio da Bahia,

O Luiz Caetano, nosso querido companheiro prefeito de Camaçari,

Quero cumprimentar a vereadora Luiza Maria, presidente da Câmara de Vereadores de Camaçari… Luiza Maia! Puxa-sacos.

Quero cumprimentar o presidente da Ford das Américas, senhor Mark Fields,

Quero cumprimentar o presidente da Ford Brasil e Mercosul, o Marcos de Oliveira,

Quero cumprimentar o nosso companheiro Aurino Pedreira, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia,

E quero cumprimentar Nadilma Lima Costa, que eu pensei que ia fazer um discurso e não fez. É muito difícil alguém se recusar a falar mas me parece que ela não é candidata a nada, então ela não quis falar.

Quero cumprimentar os jornalistas aqui presentes,

Os convidados,

E eu vou ser muito sucinto aqui porque no meu relógio biológico já são três horas da tarde, no de vocês são duas. Eu não sei se vocês já almoçaram, mas eu não almocei, e começa uma “roncadeira” aqui, na minha barriga, se eu não tomar cuidado, as maiores vão comer as menores, e eu posso até ficar doente.

Mas eu queria me dirigir, sobretudo, aos diretores da Ford, sobretudo aos diretores internacionais da Ford. É com muito orgulho que eu posso, na frente da imprensa brasileira, na frente de meninas e meninos deste país, todos muito jovens, trabalhando na Ford, na frente de convidados, de autoridades, dizer a vocês que o Brasil vive um momento mágico na sua vida econômica, na sua vida de desenvolvimento e na vida do povo deste país.

Não que a gente tenha resolvido todos os problemas, porque existem problemas seculares que nós precisaremos de mais tempo para resolver. Mas que as pessoas estão percebendo que nós temos um rumo e que esse rumo não é mais apenas um futuro para uma pequena parte da elite brasileira, mas que é um rumo que prevê a participação de 190 milhões de brasileiros, todos tirando proveito e ganhando alguma coisa do crescimento deste país.

E queria que vocês compreendessem que quando nós afirmávamos, há 12 meses, que a crise no Brasil não seria forte como seria nos Estados Unidos, que a crise no Brasil não seria a crise da Europa e que a crise do Brasil seria uma marola, possivelmente uma marolinha. Uma marolinha é uma onda pequena, uma marolinha é uma onda pequena. E eu tinha consciência de que nós tivemos dois momentos da crise econômica mundial: um momento foi quando a gente estava discutindo o preço do aumento das commodities, encabeçada pelo petróleo; o outro momento, quando nós estávamos discutindo o subprime e o déficit de um problema imobiliário nos Estados Unidos; e o terceiro momento, quando quebra o Lehman Brothers.

Ou seja, até então, o Brasil não estava envolvido na crise de subprime, o sistema financeiro brasileiro estava muito sólido. Aqui, no Brasil nenhum banco pode alavancar mais de 10 vezes o patrimônio liquido do banco. Nos Estados Unidos, ultrapassava 35%. Aqui, era só 10 vezes.  E, portanto, a gente tinha uma solidez no sistema financeiro, não tínhamos problema habitacional, do ponto de vista da especulação, e nós vínhamos em uma fase extraordinária de crescimento.

Quando quebra o Lehman Brothers – e aí, me desculpem meus companheiros americanos –, se o presidente Bush tivesse noção do prejuízo que iria causar ao mundo a quebra do Lehman Brothers, possivelmente, com menos de 10% do dinheiro que o Tesouro americano teve que colocar no sistema financeiro, ele teria evitado que o Lehman Brothers quebrasse e teria evitado a crise financeira internacional que tomou conta do mundo por uma questão de desconfiança.

O dinheiro desapareceu de tal ordem do mundo que uma empresa como a Petrobras, acostumada a tomar emprestado em bancos estrangeiros bilhões e bilhões de dólares, a Petrobras não conseguia tomar emprestado um único dólar. Ela teve que se voltar para o mercado interno e vir disputar o crédito na Caixa Econômica Federal com o mutuário que precisa financiar a sua casa.

Bem, essa foi a situação que tornou a crise aqui, no Brasil, mais grave. Os companheiros da indústria automobilística sabem, que eu já falei de público, que eu acho que eles exageraram na brecada do carro. Não precisava ter brecado bruscamente como brecaram, porque a indústria automobilística significa 24,1% do produto industrial brasileiro e que, portanto, se ela tivesse acreditado e não brecado tão rápido, a gente não teria a desativação entre novembro, dezembro, janeiro e fevereiro da indústria automobilística, que causou prejuízo, junto com outros setores da economia, no PIB brasileiro. Mas isso já é coisa do passado.

O dado concreto é que, quando veio a crise econômica mais profunda, entre novembro e dezembro, nós tomamos medidas muito duras. Primeiro, nós, possivelmente, tenhamos sido o país que agiu mais rápido para enfrentar a crise. E o primeiro setor com quem nós conversamos foi a indústria automobilística, pelo significado dela na cadeia produtiva do nosso país.

A segunda coisa que nós detectamos é que nem os bancos das empresas automobilísticas e nem os bancos pequenos que financiavam carro tinham dinheiro para financiar carro, não conseguiam alavancar recursos para financiar carro. E nós sabíamos, e eu sabia, porque tinha sido metalúrgico, comprava carro usado da indústria automobilística, que se a gente não alavancasse os carros usados, seria mais difícil a gente vender um carro novo.

E, portanto, nós colocamos à disposição do sistema financeiro R$ 100 bilhões do compulsório, alguns bancos não fizeram nada com o dinheiro, preferiram comprar título do governo do que financiar bancos pequenos ou comprar carteira, que era a orientação do Brasil. E nós, então, tomamos a decisão de determinar que o Banco do Brasil comprasse 50% da carteira do banco que tinha a maior carteira de carro usado do Brasil, que era o Banco Votorantin. Compramos 50% da carteira dele, para que Banco do Brasil adquirisse expertise em financiamento de carro usado.

Logo em seguida, nós compramos a Caixa Econômica Estadual de São Paulo, que era um (falha no áudio) que tinha um patrimônio importante, que a nós interessava comprar. E, ao mesmo tempo, criamos um segundo garantidor para os bancos menores poderem captar recurso – no exterior ou aqui dentro – e não correrem o risco de dar o calote a quem os tinha financiado. E, ao mesmo tempo, fizemos um acordo de desoneração com a indústria automobilística. E veja que interessante: em março, a gente já estava começando a bater recorde de produção e a bater recorde de vendas no nosso país, enquanto o meu amigo Obama ainda não tinha resolvido o problema da General Motors, lá nos Estados Unidos.

Bem, eu estou contando esse caso para vocês compreenderem que este país, ele resolveu, definitivamente, acabar com essa história de que nós éramos o país do futuro. Nós queremos reafirmar que o nosso futuro é agora, e nós não vamos jogar fora essa oportunidade.

Mas é importante saber que algumas coisas estão acontecendo neste país que muitas vezes não aparecem na grande imprensa brasileira. Nós éramos um país capitalista sem capital; um país capitalista sem poupança e um país capitalista sem crédito, não funciona. Bem, precisou chegar à Presidência da República um metalúrgico que foi acusado de comunista durante três décadas para fazer, neste país, o que os “sabidos” pensavam que sabiam, mas não sabiam.

E vou lhes dar alguns números que é muito importante o Brasil saber: hoje, em 2009, o Banco do Brasil, sozinho, tem disponibilizado todo o crédito que o Brasil inteiro tinha em 2003. Eu vou repetir: o Brasil, em 2003, tinha R$ 380 bilhões disponibilizados para crédito, o Brasil inteiro. Hoje, só o Banco do Brasil tem isso. Não vou falar do BNDES que, em 2004, tinha 40 bilhões de contratos na sua carteira e que neste ano vai terminar com R$ 157 bilhões de crédito para o setor produtivo deste país. Não vou falar do crédito consignado.

Uma vez, eu tive uma reunião com os banqueiros e eu perguntei para os banqueiros: Por que vocês não emprestam dinheiro para os pobres?. “Ah, porque não temos garantia”. Por que vocês não financiam casa para o pobre? “Porque não tem garantia”. Aí nós voltamos para o governo, fizemos uma reunião e resolvemos dar como garantia para emprestar dinheiro para pobre a folha de pagamento. Ou seja, hoje, nós temos mais de R$ 105 bilhões no crédito consignado, emprestando dinheiro a trabalhador que ganha pouco e emprestando dinheiro a aposentado deste país que não conseguia pegar nada.

E uma coisa que o mundo tem que saber: se tem alguém que paga corretamente as coisas no Brasil é o povo pobre, por quê? O patrimônio mais sagrado que essa gente tem é o seu próprio nome e a sua honra e, por isso, eles pagam as coisas que muitas vezes os grandes não pagam. Bem, além disso, quando nós criamos o Bolsa Família neste país, a elite política dizia que eu estava fazendo assistencialismo. Eu estava dando dinheiro, R$ 100,00, R$ 115,00, R$ 85,00 para as pessoas mais pobres e o pessoal dizia:

“O Lula poderia fazer estrada. O Lula poderia fazer ponte. Isso significa desenvolvimento”. Ora, meus caros, como é que eu poderia… eu sei que a ponte é importante, mas esse povo não come tijolo, não come cimento. Esse povo come é feijão e arroz. E se eu não desse feijão e arroz, nem força para produzir a ponte eles tinham. Então, era preciso primeiro encher a barriga do povo para, depois, eles fazerem a ponte. E, hoje, isso atende praticamente 12 milhões de famílias no País, significando quase 55 milhões de pessoas que recebem o mínimo necessário para comer e para dar de comida para o filho.

Possivelmente, um dono da Ford, um presidente da República, um deputado, uma pessoa que ganha muito, não sabe o significado de R$ 10,00 na mão de um pobre. Não sabe, porque essa coisa de gente ser rica, R$ 10,00 dá de gorjeta, R$ 50,00. Mas uma mãe pobre, ela pega uma nota de R$ 50,00, ela vai ao supermercado e compra comida para 15 dias, para matar a fome dos seus filhos.

E, aí, nós chegamos a uma situação que as ciências contábeis não explicam. Vejam, nós chegamos a uma situação que este mês saiu uma pesquisa, feita por uma empresa lá em São Paulo. E a pesquisa mostra o seguinte: as classes D e E, portanto, os mais pobres, do Nordeste e do Norte, consumiram 5% a mais do que as classes A e B, do Sul do País. Esse é um dado extraordinário. É um dado excepcional, de que as pessoas estão trabalhando mais, estão ganhando um pouco mais.

Eu vou lhe dar um exemplo importante, vou lhe dar um exemplo importante: o mundo está vivendo uma crise de desemprego, está havendo uma crise de desemprego. Na Europa, eles andam achando que negro está demais lá, que latino-americano está demais, que está tirando o emprego dos coitadinhos que moram na Europa.

Nos Estados Unidos, tem 35 milhões de hispânicos, ou seja, até agora eu não vi os americanos culparem os hispânicos pela crise, porque todo mundo sabe que tem o dedinho do governo americano passado na crise americana e no sistema financeiro.

Pois bem, aqui, no Brasil, contrariando toda a lógica econômica dos especialistas, neste ano, nós vamos terminar o ano, meu querido Marcos, criando 1,3 milhão de novos empregos com carteira profissional assinada. Só perdemos para a China, que é obrigada a criar 9 milhões de empregos por ano, e está criando três, e a Índia, que é obrigada a criar uns cinco ou seis e está criando um pouco menos. Mas, também, a gente não pode competir com a China, não é? Porque são 1,3 bilhão de habitantes na China e 1 bilhão de habitantes na Índia, ou seja, nós só temos 190 [milhões].

Mas o dado concreto é que nós criamos, no momento em que o mundo está enfrentando desemprego, nós criamos 1,3 milhão de novos empregos neste ano da crise. Isso significa 1,3 milhão de chefes de família levando comida para sua casa, levando arroz, levando feijão, levando pão, levando salada, e se Deus ajudar, um presentinho de Natal para os filhos poderem viver felizes e dignamente.

E eu vou terminar dando um exemplo aos nossos convidados aqui, porque este é um exemplo muito forte. Eu não vou falar de escola, não vou falar de nada. Eu vou falar de um programa chamado Programa Luz para Todos. Programa Luz para Todos, para quem nasceu na cidade, que já tinha luz, não tem noção do que é. Para quem, sabe, só sente a falta de luz quando estava vendo novela, não tem problema. Eu estou falando das pessoas que viviam no século XVIII, as pessoas que viviam à base de candeeiro neste país, que não é pouca gente. Então vou contar uma coisa para vocês: esses… Nós começamos o Programa Luz para Todos em 2004. Nós, até agora, já fizemos 2,2 milhões ligações em casas, famílias. São 2,1 milhões famílias que foram atendidas. Isso representa quase 12 milhões de pessoas.

E vou contar uma coisa para vocês: sabem quanto de fios, de cabos foram utilizados até agora? Um milhão de quilômetros de cabo, de fio. Um milhão de quilômetros de fio. Para vocês terem ideia, daria para enrolar o Planeta Terra 25 vezes, a quantidade de fios que nós colocamos. E algumas ligações na Amazônia chega a custar US$ 3.500 uma ligação. E nós fazemos a ligação, sabe por quê? Uma empresa privada não faria, porque economicamente não seria rentável. Mas como o Estado não tem que ter lucro, o Estado precisa garantir a cidadania, nós achamos que o cidadão que mora às margens do rio Amazonas, a 600 Km de Manaus, ele tem que ter direito a ter luz na sua casa, a ter geladeira, a ter televisão e a ver sua novela. Já investimos 14 bilhões de reais nesse programa, em três anos e meio. Sabe quantos postes nós já colocamos? Um milhão de quilômetros de fio. Sabe quantos postes? Cinco milhões de postes. Sabe quanto nós colocamos de transformador? Oitocentos mil transformadores.

Por conta desse programa, vocês sabem o que aconteceu? As pessoas que receberam o Luz para Todos compraram 1 milhão e 600 mil televisores, 1 milhão, 470 geladeiras, 980 mil aparelhos de som, mais de 1 milhão de liquidificadores, mais casa de farinha, mais tudo o que vocês possam imaginar, neste país. E só aqui, na minha gloriosa Bahia, Wagner, nós já atendemos 1 milhão, 742 mil famílias, com um investimento de R$ 1,491 bilhão.

                Talvez um outro governo, que tivesse nascido em uma casa que tivesse luz elétrica, não faria isso. Agora, eu, até os sete anos de idade, vivi numa casa com um desgramado de um candeeiro fazendo fumacê na minha cara. O que é mais importante desse programa, que eu coloquei na televisão: uma mulher ficava acendendo a luz e apagando toda hora. E, aí, o marido perguntou para a mulher: “Por que você está apagando a luz?”. Ela falou: “Porque eu nunca tinha conseguido ver o meu filho dormindo”.

Esse programa, eu fui com o Wagner aqui, na Bahia, acender a luz em uma casa, tinha duas mães solteiras, cada uma com um magote de filho. Dizem que não pode, que não é bom, mas o pessoal gosta e… É a lei da natureza, que precisa ser reeditada e reeducada. Mas nós fomos numa casa. Chegou numa casa, tinha três crianças sentadas numa cadeirinha bem baixinha, com um pavio, uma lata de refrigerante, eu não vou dizer o refrigerante, mas era uma lata de refrigerante com um pavio aceso, as crianças na mesinha, brincando. Eu cheguei lá, peguei as duas mães solteiras, coloquei o dedo delas na tomada e acendi. Quando eu acendi a tomada, aquelas mulheres saíram das trevas do século XVIII para o século XXI num piscar de olhos.

Então, eu queria dizer para vocês que às vezes eu viajo com o meu Ministro da Fazenda, o meu presidente do Banco Central, eles falam muito da macroeconomia, eles falam aqueles números gigantescos. Eu prefiro mostrar essa microeconomia, essa economia que parece subterrânea, mas é o que garante o direito à cidadania de milhões de brasileiros que foram marginalizados, que não entravam na pesquisa de consumo, que só eram lembrados pelos candidatos na época da eleição.

Porque, eu não sei se vocês sabem, aqui, no Brasil, em época de eleição, rico não presta, só presta pobre, pobre vira santo. Nego pega criancinha no colo, beija, abraça: “Ai, meu…” E vai para a televisão e mete o pau no rico, mete o pau nos banqueiros. Depois que ganham as eleições, metem o pé no pobre e vai almoçar e jantar com banqueiro e com empresário todas as vezes.

Eu almoço com banqueiro, almoço com empresário, mas eu não esqueço que eu vim dali. Aquele é o pessoal que eu sei que eu vou voltar quando deixar a Presidência da República. E o grande… a única coisa que eu quero na vida, é a única coisa, não espero nenhum agradecimento, é quando eles me encontrarem na rua, eles me tratem como companheiro como tratavam antes de eu ser presidente da República, porque não mudou a nossa relação.

E quero agradecer a Ford e agradecer o governador Jaques Wagner. Eu tinha dúvida com relação a essa nova medida provisória, dando mais um tempo para os benefícios que a Ford tem para vir aqui. E eu fui convencido pelo governador que era importante para a Bahia, fui convencido pelo ministro Guido Mantega. Então eu vim aqui dizer para vocês que o que nós estamos fazendo é manter o benefício que foi dado para a Ford em 1999 – não é isso? – para que continue até 2015.

Porque, veja, haverá um dia, o Marcos está aqui muito sorridente, os nossos amigos americanos, muito sorridentes, fizeram muitos elogios aos trabalhadores brasileiros, aos baianos, mas vai chegar um dia… eu sei que a participação no lucro foi boa este ano, agora, eu vi que quando falou de aumento de salário, o pessoal falou… Eu acho… Você sabe que isso, isso acontece comigo também quando eu vou a uma reunião com funcionário público, eles querem mais aumento de salário. A gente pode não ter para dar todo dia. Mas, certamente, um dia a gente dá um pouquinho para agradecer a qualificação extraordinária que tem o povo baiano para produzir carro e, inclusive, para a engenharia.

Eu quero dizer para vocês que isso que disse o presidente da Ford aqui é coisa que eu já ouvi nos Estados Unidos, inclusive, em outras partes do mundo, em outras empresas, que tem pouca gente no mundo com a criatividade e a facilidade de aprender que tem o povo baiano.

Portanto, meus parabéns à Ford, parabéns à Camaçari, parabéns ao Brasil e parabéns aos trabalhadores e trabalhadoras da Ford. Até outro dia.


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