
O senador Antonio Carlos Junior apresentou em Plenário, nesta terça-feira (10/11/2009), as razões pelas quais PSDB e DEM decidiram não mais participar das reuniões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.
Entre os principais motivos apontados para o abandono definitivo da comissão, Antonio Carlos Junior destacou o fato de a CPI não ter alcançado nenhum resultado prático, tais como quebra de sigilo ou realização de depoimentos importantes. Ele mencionou também, como causa importante da inviabilização das investigações, a falta de interesse da imprensa em divulgar e participar das apurações das diversas denúncias envolvendo a administração da Petrobras.
Antonio Carlos Junior criticou ainda a ação da “tropa de choque” do governo que, com a eleição do presidente e a indicação do relator do colegiado, impediram, em sua avaliação, o bom funcionamento da comissão.
– O governo indicou o seu líder para a relatoria da CPI, inaugurando a moda do “relator de esteira”, que passa por cima de tudo e de todos que atravessam a sua frente, seja um “pé de laranja” ou um senador da República. Isto foi o que aconteceu. O senador Romero Jucá [relator da CPI] ‘tratorou’ definitivamente todas as nossas pretensões de investigação no âmbito de uma CPI – disse.
Ministério Público
Como forma alternativa de buscar a apuração das denúncias envolvendo a Petrobras, Antonio Carlos Junior informou que a oposição deverá protocolar nos próximos dias, junto ao Ministério Público Federal, 18 representações referentes a fatos considerados graves e que erecem ser investigados com maior profundidade. Em aparte, os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR) e Papaléo Paes (PSDB-AP) manifestaram seu apoio ao pronunciamento de Antonio Carlos Junior.







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