Policiais de Rio e São Paulo mataram, juntos, mais de 11 mil pessoas desde 2003, em execuções classificadas como “autos de resistência”, afirma relatório da Human Rights Watch.
Estudo inédito do Pnud revela que a população abaixo dos 30 anos do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai enfrenta grandes dificuldades de transição da escola para o mercado de trabalho.
“Inovando para a Inclusão: Juventude e Desenvolvimento Humano”. Esse é o nome do primeiro relatório sobre o assunto dedicado exclusivamente ao Mercosul, e divulgado nesta sexta-feira pelo Pnud em Montevidéu.
O estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento analisou jovens de 15 a 29 anos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Transição
Segundo a agência da ONU mais de 65 milhões de pessoas que estão nessa faixa etária vivem nos quatro países e, apesar do nível educacional ser melhor do que em gerações anteriores, eles enfrentam grandes dificuldades de transição da escola para o mercado de trabalho.
No Brasil, Argentina e Uruguai, a população abaixo dos 30 anos representa quase 60% do total de desempregados. No Paraguai o número sobe para 70%.
Os jovens também se sentem mais inseguros devido ao aumento na exposição a violência. É 30 vezes mais provável que um jovem da América Latina seja vítima de homicídio do que outro que mora na Europa.
Elemento
O relatório revela que o fortalecimento da capacidade dessa população em agir é um elemento crítico de transformação do desenvolvimento humano da região e estimula políticas públicas a favor desse tipo de participação.
As mulheres do Mercosul devem liderar as mudanças, prevê o Pnud. O diretor responsável pelo relatório, Fernando Calderon, disse que as jovens tem mostrado grande habilidade de envolvimento.
Em média, sete em cada 10 já participaram de pelo menos uma ação política ou social.






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