Orgânicos – Processamento pode expandir fronteiras de alimentos sem agrotóxicos

O sabor e o aroma mais acentuados também são pontos que diferenciam o alimento orgânico do convencional, garante Renato Caleffi, chef de um restaurante paulistano especializado nesse tipo de culinária. “Em termos de produto final, sensorial, o orgânico tem muito mais sabor, muito mais aroma, mais cor e um peso maior, inclusive, do que o convencional.”

Ricardo Andrade, que comanda a cozinha de um restaurante em Gonçalves, no sul de Minas Gerais, observa que o alimento orgânico é “menorzinho e tem sabor mais forte”. Especializado em culinária mineira, o restaurante de Andrade usa apenas produto orgânicos na preparação dos pratos. “Cozinha moderna com um toque caipira”, define o lema da casa.

A versatilidade dos alimentos produzidos sem aditivos químicos é outra vantagem apontada pelo chef Renato Caleffi. Ele ressalta, porém, que tais produtos tanto podem ser “destruídos”, quando passam por exemplo por um processo de fritura, quanto valorizados, em receitas que realçam seu sabor natural.

Ele aponta ainda a confusão feita pelos que relacionam alimentação orgânica com alimentação vegetariana e outras similares. São coisas diferentes, explica Caleffi, lembrando que existem carne, ovos, laticínios e até bebidas alcoólicas orgânicas.

Quanto ao preço, Caleffi recomenda que não se pense no fato de o orgânico custar mais, mas no pouco valor do convencional. “O raciocínio não é que o alimento orgânico seja mais caro, o convencional que é muito barato, só que ele causa malefícios.” Ele procura combinar ingredientes mais baratos com outros mais caros para oferecer preços mais em conta. Produtos de origem animal, como carnes e laticínios, por exemplo, são mais caros.


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