A Região e o Território do Sisal estarão representados no dia 11 de dezembro, na Casa Brasil, em Valente-BA, no Encontro Regional: “Os Sisaleiros Pedem Socorro” que analisará e construirá propostas concretas e viáveis à solução de problemas com a produção e a comercialização do Sisal.
Atualmente, o setor sisaleiro vem passando por fases difíceis, um delas é a podridão vermelha da palha do sisal, outra é a falta de mercado e a queda dos preços, além da necessidade de pesquisas que garantam maior aproveitamento e novos usos para o sisal.
Lideranças dos Movimentos Sociais, como Urbano Carvalho e Ismael Ferreira têm mostrado grande preocupação com a atual realidade, que se agravou ainda mais a partir da sinalização da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), no mês de novembro, em suspender a compra da produção de sisal.
Mobilizações de todas as formas foram feitas e encaminhadas ao Governador Wagner, que em 27 de novembro visitou os municípios de Araci, Teofilândia e Conceição do Coité e assegurou que negociaria com a CONAB, no intuito de garantir recurso para equalizar os preços do sisal. No início de dezembro, a Companhia voltou a comprar Sisal.
A compra da produção pela CONAB, ao preço mínimo de R$ 1,04 / kg., beneficia o produtor e o exportador. Essa é a forma justa defendida particularmente por Urbano Carvalho, diretor da Fundação de Apoio aos/as Trabalhadores/as Rurais e Agricultores/as Familiares da Região do Sisal e Semiárido da Bahia (FATRES). “Mas lamentamos que existam trabalhadores/as que emprestam seu CPF e vendem sua produção mais barato para atravessadores” ressalta Urbano.
Para Ismael Ferreira, diretor executivo da APAEB-Valente, o preço mínimo do Sisal é o ideal, já que com essa proposta, o produtor entrega o sisal na batedeira e recebe o valor mínimo e depois com a nota fiscal provando que pagou, recebe do Governo a diferença em relação ao preço de mercado. Isso resolveria o problema dos atravessadores.
“Com o prêmio na exportação, os exportadores também receberiam um valor por quilo para compensar as perdas com a defasagem cambial e garantiriam assim o funcionamento das indústrias, a geração de emprego e a compra da fibra do sisal”, defende Ismael.
O Encontro Regional: “Sisaleiros Pedem Socorro” será realizado para concretizar essas propostas e tem a organização do Conselho Regional de Desenvolvimento Rural Sustentável da Região Sisaleira do Estado da Bahia (CODES-SISAL), e as organizações do Território do Sisal: FATRES, Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira (APAEB), Movimento de Organização Comunitária (MOC), Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira (Fundação APAEB), Cooperativa Regional de Artesãs, Fibras do Sertão (COOPERAFIS), Agência Regional de Comercialização do Sertão da Bahia (ARCO SERTÃO), Sindicatos dos Trabalhadores






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