Congresso analisa envio de mais militares brasileiros ao Haiti

Brasília – A comissão representativa do Congresso Nacional discute, neste momento, o decreto legislativo que determina o aumento de 1.300 para 2.600 homens do contingente militar brasileiro no Haiti. Se for autorizado, o Brasil enviará de imediato, 900 militares, que já estão preparados para embarcar. Desse total, 750 são do Batalhão Infantaria e 150 fazem parte da Polícia do Exército.

Quatrocentos militares ficarão no Brasil de prontidão, para que se possa fazer o revezamento da participação brasileira na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

O governo fez o pedido de aumento do contingente brasileiro no Haiti na semana passada. Os ministros Nelson Jobim, da Defesa, e Celso Amorim, das Relações Exteriores, defenderam a necessidade de aumentar a presença brasileira no país, devastado pelo terremoto do último dia 12.

De acordo com os ministros, as tropas brasileiras reforçariam os trabalhos de assistência humanitária, resgate de feridos e assistência médica e contribuiriam para aumentar a segurança no país, atribuição do Brasil dentro da Minustah.

O decreto legislativo não conta com apoio da unanimidade dos parlamentares. O senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), por exemplo, manifestou-se, há pouco, contra o envio de mais militares ao Haiti.

“Consideramos que a elevação do contingente brasileiro deve ser significativa para que o Brasil possa reforçar sua atuação no terreno e manter participação decisiva no esforço de assistência ao Haiti”, disse ele, acrescentando, porém, versos de uma canção de Gilberto Gil e Caetano Veloso: “Eu sou contra porque o Haiti é aqui”.

Para Cafeteira, o Brasil não está em condições de ajudar, e sim de ser ajudado. Ele citou como exemplo as inundações que ocorreram recentemente em São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. “Vejo meus irmãos brasileiros morrendo, e não se dá uma palavra sobre isso.”

O senador Inácio Arruda (PCdoB-PE)rebateu a argumentação de Cafeteira, citando toda trajetória de exploração do Haiti. “O Haiti não é aqui”, afirmou Arruda.

A proposta de envio de mais militares ao Haiti conta com parecer favorável do relator, deputado Mauro Benevides (PMDB-CE), que ressaltou o caráter urgente e grave da situação no país caribenho após o terremoto.

*Com informações da Agência Brasil


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