Exclusiva: em entrevista, o secretário de Infraestrutura João Leão comenta sobre emendas parlamentares

João Leão: Ao perguntar qual era a maior aspiração dos munícipes, um ex-prefeito do município foi direto ao assunto, a construção da passarela ligando as duas cidades.
João Leão: Ao perguntar qual era a maior aspiração dos munícipes, um ex-prefeito do município foi direto ao assunto, a construção da passarela ligando as duas cidades.

Dando prosseguimento à entrevista realizada com o deputado federal e atual secretário de Infraestrutura, João Leão (PP). A abordagem feita nesta reportagem versa sobre as destinações de suas emendas parlamentares e seus diversos contatos com lideranças estaduais, em especial no oeste baiano.

JGB – Secretário, como surgiu a ideia de construir uma passarela sobre o rio Corrente ligando os municípios de Santa Maria da Vitória e São Félix do Coribe, atendendo uma das mais antigas e almejadas reivindicações daquela região ?

João Leão – É uma longa história, na eleição passada durante a minha campanha política participei de uma reunião realizada no município de Santa Maria da Vitória, com várias lideranças da região. Ao perguntar qual era a maior aspiração dos munícipes, um ex-prefeito do município foi direto ao assunto, a construção da passarela ligando as duas cidades. Promessas feitas por muitos outros políticos a exemplo de ACM, ex- governadores como Paulo Souto e César Borges, ex-senador Waldec Ornellas, ex-deputado e secretário de Estado Eraldo Tinoco, deputado José Rocha e tantos outros, e nunca cumpridas.

JGB – Qual foi à reação do senhor diante deste novo desafio?

JL – Eu topei o desafio e disse que me postaria diante desta situação como o pagador de promessas.

JGB – Na sequência, quais as medidas adotadas pelo senhor visando atender o pleito de uma população descrente das promessas feitas por políticos?

JL – Ao retornar para Brasília mantive contato com Eraldo Tinoco e perguntei o porquê de até hoje não se ter construído a passarela que permitirá a ligação de Santa Maria da Vitória a são Félix do Coribe, promessa feita por inúmeros políticos. Eraldo informou que as dificuldades residiam nas questões estruturais, principalmente nas fixações dos pilares no leito do rio, onde todo ele é permeado pela existência de várias cavernas submersas.

JGB – Diante dessa realidade exposta por Eraldo Tinoco o que o motivou para continuar nesta dura empreitada, considerada quase impossível?

JL – Durante conversa mantida com Tinoco, ele me falou sobre a existência de um projeto da passarela na Conder (Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia), ao qual tive acesso e constatei as dificuldades existentes para a sua implantação.

JGB – Qual foi o seu próximo passo?

JL – Depois de pensar muito sobre o assunto, comecei a desenhar uma espécie de passarela pênsil (construído sobre abóbadas ou colunas) e na sequência apresentei a ideia ao meu amigo e respeitável arquiteto baiano Fenando Franklin. Após uma semana, ele me apresentou a perspectiva do projeto. A partir daí, o próximo passo era sair em busca do dinheiro.

JGB – A realização da construção da passarela ficou orçada em quanto?

JL – O valor foi de seis milhões de reais. Na época cada parlamentar tinha direto a colocar uma e manda de sete milhões e duzentos mil reais. Destes recursos, eu destinei o valor da passarela.

JGB – A partir deste instante as dificuldades deixaram de existir?

Jl – Os problemas não cessaram, o prefeito de São Félix do Coribe, por ser adversário político, recusou-se a fornecer o alvará de construção o que nos forçou a recorrer à justiça, e após um ano ganhamos a causa. Toda a obra vem sendo executada pelo Batalhão de Engenharia do Exército Brasileiro e o seu ato inaugural está previsto para acontecer logo após o carnaval. Importante observar que diante o atraso existente o valor da obre sofreu uma majoração, passando o seu custo total para seis milhões e oitocento mil reais.

JGB – Porque obras executadas com recursos oriundos de suas emendas parlamentares são sempre realizadas pelo Exército Brasileiro?

Jl – Pela questão relacionada a custos, por não pagarem obrigações socais as obras resultam ficam orçacas em torno de 60% do valor cobrado por uma empresa privada. Outro fator importante para que esta redução aconteça é que a mão de obra não entra no orçamento. Todo o trabalho tem como objetivo a capacitação dos soldados.

JGB – Recursos de emenda parlamentares de sua autoria também foram destinados na recuperação de áreas degradadas nos limites de Santo Estévão e Cabaceiras do Paraguaçu?

JL – Exatamente, naquela localidade foi realizado um criterioso trabalho voltado para o processo de urbanização em uma área que já se encontrava em pleno estado de degradação ambiental. Após os trabalhos a área se encontra totalmente recuperada.


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