João Leão: prestigiado junto a Wagner promete ajudar eleição de Eliana e garante início das obras de recuperação do aeroporto de Feira

João Leão: Quando Wagner resolveu ser candidato na eleição passada, eu senti vontade em apoiá-lo só não o fiz porque a maioria do meu partido, à época, resolveu ficar com Paulo Souto.
João Leão: Quando Wagner resolveu ser candidato na eleição passada, eu senti vontade em apoiá-lo só não o fiz porque a maioria do meu partido, à época, resolveu ficar com Paulo Souto.

Durante recente entrevista concedida ao JGB em sua residência, Lauro de Freitas, o deputado federal licenciado e atual Secretário Estadual de Infraestrutura, João Leão (PP), falou sobre temas diversos e em especial de sua visão do momento político baiano. Nesta entrevista iremos nos ater a sucessão estadual. Os demais assuntos serão desdobrados em outras matérias a serem editadas ao longo desta semana.

JGB – O senhor esteve em Brasília na companhia do secretário de Turismo Domingos Leonelli, tendo como finalidade obter recursos junto aos órgãos federais. Qual foi o resultado prático desta visita para a Bahia?

JL – Estive reunido com todos os secretários do Brasil e em especial o de Transporte, tratando da questão dos aeroportos. No meio da reunião o brigadeiro Couto Magalhães disse que iria se retirar do encontro, pois ele tinha que atender outros compromissos, eu aproveitei para abordá-lo e fiz o seguinte questionamento: qual a quota disponível em dinheiro para a Bahia? Ele respondeu, em torno de 30 milhões.

Mas fez a observação de que eu solicitasse um valor maior já que a liberação dos recursosvai demorar um pouco. Então eu disse que iria eleaborar os meus projetos para dar entrada com o aeroporto de Conquista, 60 milhões; Luis Eduardo 16 milhões; e o de Barreiras, 22 milhões. Com relação aos demais aeroportos baianos, vamos providenciar atender às suas necessidades com recursos oriundo do governo do Estado. O de Ilhéus precisará de uma dotação de 200 milhões que serão provinientes da Infraero.

JGB – O aeroporto de Feira de Santana é de responsabilidade do Estado e se encontra fechado já algum tempo. Esta situação tem resultado em diversos prejuízos para o município. Qual a sua posição em relação a este problema?

JL- Quando tomei posse na secretaria de Infraestrutura constatei a existência de 87 aeroportos, excluindo o de Salvador. Sendo que 67 deles estavam interditados. A partir daí iniciei os trabalhos dando ordem de serviço para a recuperação de 17 aeroportos, inclusive o de Feira de Santana. Os trabalhos já começam a partir de a segunda–feira (25).

JGB – Recentemente o senhor esteve de visita à Feira de Santana para dar um abraço e os parabéns em sua correligionária a deputada Estadual Eliana Boaventura que estava aniversariando. Qual a avaliação que o secretário faz do papel desempenhado pela deputada e como seu partido avalia politicamente o nome dela para as eleições deste ano?

JL – A deputada Eliana Boaventura é considerada como uma das grandes figuras de nosso partido e temos todo o interesse na sua reeleição. Inclusive Já estamos adotando medidas neste sentido, através da realização de conversações mantidas com diversos prefeito para apoiá-la politicamente.

JGB – Durante entrevista realizada pelo JGB com o deputado Ângelo Coronel (PP), ele disse que no dia 19 estaria assinando a ficha de filiação do Conselheiro do Tribunal de Contas Otto Alencar e isso não aconteceu, o que houve?

JL – O motivo da não filiação foi em decorrência de ter o conselheiro se submetido a uma cirurgia de prostáta. Embora tenha sido bem sucedida, o médico recomentou repouso máximo. Em fevereiro, após o carnaval, ele estará se filiando ao PP.

JGB – Com o ingresso de Otto no PP, segundo avaliação de Ângelo Coronel, existe a expectativa de ampliar a bancada do partido na Assembleia Legilativa da Bahia. Qual a sua avaliação neste sentido?

JL – Agora não é mais possível, atualmente contamos com seis deputados estaduais e quatro federais. Nós só vamos ampliar a bancada após as eleições deste ano.

JGB – Com o ingresso de Otto o senhor acredita que seu partido obterá, nesta eleição, um maior número de votos?

JL – Com certeza, Otto é uma liderança política incontestável na Bahia. Acredito que o nosso partido vai eleger cerca de 10 deputados estaduais e cinco ou seis federais.

JGB – O senhor diria que o seu partido está vivendo um momento político muito especial?

JL – O PP é o segundo partido na Bahia em número de filiados, o terceiro em número de prefeitos, vereadores e deputados federais, além de contar com a participação de bons deputados estaduais, em seus quadros, e de lideranças como Otto, Negromonte, Jairo Carneiro, Roberto Brito e eu.

JGB – O seu partido estimula a prática de infidelidade partidária? Jairo foi candidato pelo Democratas e as pessoas que votaram nele foi justamente porque ele se encontrava filiado a este partido?

JL – O deputado Jairo Carneiro não praticou a infidelidade partidária porque o nosso partido fez coligação e o deputado ao deixar o DEM e migrar para o PP, ele não era deputado , era suplente. A infidelidade só existe quando o cidadão está exercendo o mandato.

JGB – O senhor considera esta prática salutar para a democracia?

JL – Eu considero que não é fácil para o deputado sair pulando de um partido para o outro e posso lhe citar como exemplo o meu caso em particular, eu fui prefeito pelo PMDB e quando da criação do PSDB eu considerei que deveria migrar para este partido em companhia de inúmeros companheiros que deixavam o PMDB. Eu estava imbuido da ideologia social democrata.

Só após ingressar no PSDB é que vim a perceber que este partido na Bahia tinha dono, o deputado Juthay Magalhães. Não concordando com esta situação resolvi migrarar para o PP, sendo acompanhado nesta investida por uma série de companheiros como Mário Negromonte, Jaber Ribeiro e muitos outros. Em um determinado momento me utilizando de uma jogada política ingressei no PR, mas deixando alguns companheiros no PP. O que eu buscava com esta ação era obter o dobro de tempo no horário político na televisão.

JGB – O senhor se sente confortável no governo de Jaques Wagner?

JL – Eu tenho amizade com Wagner desde quando eu era líder do partido e do governo na Comissão de Orçamento e vice-lider do governo no Congresso Nacional e ele era Ministro das Relações Institucionais. Eu sempre tive com ele um relacionamento excepcional. Quando Wagner resolveu ser candidato na eleição passada, eu senti vontade em apoiá-lo só não o fiz porque a maioria do meu partido, à época, resolveu ficar com Paulo Souto.

É importante esclarecer que fui convidado por Wagner para ser candidato a senador na chapa dele, mas acabei decidindo seguir as determinações do partido. Porém, umpus uma condição, eu apoiaria Paulo Souto, mas o meu candidato a presidente seria Lula. Fiz campanha para ele em toda a Bahia.

JGB – O senhor defenderia o nome do deputado Walter Pinheiro ao senado?

JL – Defenderia para qualquer coisa, ele está capacitado para assumir qualquer cargo. Entretanto, não o favoreci quando candidato a prefeito de Salvador. Antes tinhamos conversado Wagner, Pinheiro e eu e não havia candidatura do PT para prefeito, então decidimos que o candidato seria João Henrique. Quando Pinheiro lançou a sua candidatura a prefeito me fez a seguinte indagação, e agora Leão? Eu respondi, dei a minha plavra a João Henrique e não posso voltar atrás.

*Entrevista – Carlos Augusto | Edição – Sergio Jones


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