“O governo do estado investiu apenas metade do previsto no orçamento para o ano de 2009, apesar da necessidade que a maioria da população tem de melhoria dos serviços públicos essenciais, como segurança, saúde e educação”, disse hoje o presidente estadual do Democratas, o ex-governador Paulo Souto, em comentário na Rádio Metrópole.
Em segurança, por exemplo, destacou Souto, de R$ 130 milhões orçados foram aplicados apenas R$ 24 milhões, menos de 20% do previsto. A baixa execução dos investimentos da ordem de R$ 1,2 bilhão, quando a previsão era de R$ 2,4 bilhões, também se reflete em outros importantes setores que interessam diretamente à população.
“Na educação, para uma previsão de R$ 203 milhões, o investimento foi de R$ 85 milhões, menos da metade do programado. No turismo, o investimento não chegou a um terço dos R$ 30 milhões orçados, ficando em R$ 7 milhões. Em situação pior ainda ficou a área do trabalho. Nela foram aplicados pouco mais de 10% dos R$ 27 milhões previstos”, informa Souto com base em dados oficiais levantados pela liderança da oposição na Assembléia Legislativa a partir das contas oficiais do governo.
A situação não foi melhor em outros setores. Segundo o ex-governador da Bahia, na agricultura, investiu-se R$ 14 milhões de uma previsão de R$ 53 milhões. Para o desenvolvimento social, foram R$ 17 milhões investidos de R$ 35 milhões programados. “Já a promoção da igualdade, que tinha uma previsão de investimento já baixa de R$ 1,6 milhão, o investimento foi de R$ 130 mil”, acrescentou.
Paulo Souto observou que, dos R$ 1,2 bilhão de investimentos, apenas algo entre R$ 350 e R$ 400 milhões são de recursos próprios, arrecadados pelo governo estadual. A outra maior parte tem como fontes financiamentos bancários, convênios e transferências do governo federal.
Para o ex-governador da Bahia, essa situação revela uma baixa disponibilidade de recursos próprios e a necessidade de uma cuidadosa administração das finanças do estado, principalmente, porque o governo anuncia muitos investimentos que vão despender recursos futuros.
Souto destacou que não se deve fazer confusão entre investimentos realmente efetuados pelo governo e gastos orçamentários totais, o que engloba, além de investimentos, gastos com custeio, pagamento de pessoal e de dívidas e outras rubricas.
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