BNDES ainda não recebeu pedidos de financiamento para estádios da Copa 2014

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não recebeu até hoje (09/02/2010) nenhum pedido de financiamento para a construção ou reforma dos estádios que serão usados na Copa do Mundo de 2014, no Brasil. A informação é do gerente do Departamento de Desenvolvimento Urbano e Regional do banco, Rodolfo Torres.

“Formalmente, hoje, no BNDES a gente não tem nenhum pleito de financiamento sendo posto. Isto porque está acontecendo agora reuniões em Zurique de refinamento dos projetos básicos [das construções e reformas dos estádios]. O projeto básico aprovado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) é uma das condições para a aprovação do crédito no BNDES”, disse Torres hoje (9) em São Paulo em evento que debateu a Copa 2014.

O gerente do BNDES afirmou, no entanto, acreditar que, até o fim deste anos, algumas operações de financiamento dos estádios já deverão estar celebradas. Ele alertou, porém, que há uma restrição legal para a realização de empréstimos para o setor público a partir de 4 de julho até o final das eleições, que serão realizadas no país no segundo semestre de 2010.

“Acredito que alguma coisa consigamos fazer antes de 4 de julho, porque tem algumas cidades que já estão mais avançadas, que já publicaram o edital de licitação, outras estão por lançar”, disse.

O BNDES criou uma linha de crédito de R$ 4,8 bilhões para a construção e reforma dos 12 estádios que serão utilizados na Copa do Mundo de Futebol. Cada estádio poderá receber até R$ 400 milhões do banco. Há ainda uma linha de R$ 1 bilhão para o setor de hotelaria. O banco também dispõe de outra linha de crédito, sem teto limite, para financiar o incremento da mobilidade urbana.

Segundo o consultor jurídico do Comitê Organizador da Copa 2014 no Brasil, Bruno Lewicki, o cronograma das obras está em dia, apesar do atraso em seu início, previsto para o começo de 2010.

“O Brasil já está, desde o início, trabalhando com uma folga. Por isso que o pequeno atraso que houve no início das obras, em princípio, não tem maiores reflexos, desde que mantida a data limite para a entrega das obras, em 31 de dezembro de 2012”, afirmou.


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