
3º Parte da entrevista
Publicamos hoje o terceiro e último bloco da entrevista feita com o deputado estadual José Neto (PT). Na oportunidade ele faz uma abordagem sobre assuntos polêmicos a exemplo das denúncias feitas por Carlos Gaban (DEM), com relação ao edital do hospital da Chapada Diamantina, as promessas feitas pelo presidente Lula, e não cumpridas, com referência a duplicação do anel rodoviário em Feira, pedágio da BR 324 e finalmente a avaliação sobre a administração do governo de Tarcízio Pimenta.
JGB – O deputado Carlos gaban (DEM) denunciou, recentemente, o edital do hospital da Chapada Diamantina por graves irregularidades e a prática de favorecimento. O Ministério Público procedeu investigações o que levou o governo a anular o edital. Existe corrupção na Secretaria de Saúde?
Zé Neto – Não, o que havia era uma solicitação que compreendia a compra de equipamentos e construção de engenharia. Achavamos que poderiamos contratar uma empresa ou várias delas que fizesse com que a obras fosse tocada com mais rapidez, esta era a nossa visão administrativa e jurídica. Quando percebemos que a oposição começou a fazer desse fato um “Cavalo de Batalha” resolvemos realizar os ditais de forma separada, um para engenharia, um para compra de equipamentos e outro para a administração. Não houve nada de irregular.
JGB – A duplicação do anel de contorno não passa de promessa, uma vez que o presidente esteve em Feira e prometeu realizar a obra e até hoje nada aconteceu. A recuperação da BR 324 vai ser pedagiada e os custos recairão diretamente sobre o contribuinte, que já paga uma pesada carga tributáriaos para manter e construir rodovias, a exemplo do Imposto sobre a Propriedade de Veiculos Automotores (IPVA) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE). O governo federal ao adotar esta postura está sendo justo com a classe média brasileira?
Zé Neto – É interessante observar que uma parte da construção do Anel Rodoviário de Feira já está incluso no cronograma do governo. Com relação a BR 324, a instalação do pedágio a ser cobrado vai ser um dos mais barato do Brasil. O pedágio é um modelo que está sendo adotado em todo o mundo. Os custos para a manuntenção das rodovias, em um país com as dimensões do Brasil, são elevados e o dinheiro que deixará de ser investido neste setor dará, no caso da BR 324, para construir dezenas de novas estradas na Bahia. Que atualmente vive o seu melhor momento no tocante à recuperação de sua malha rodoviária em toda história do Brasil. Embora eu reconheça que ainda há muito a ser feito no setor.
JGB – Aeroporto, Pólo de Logística, contrução da extensão ferroviária, duplicação da Av. Anchieta. Promessas do início do governo Wagner que não sairam do papel até o momento. O PT não tem capacidade de execução, quatro anos não foi o suficiente?
Zé Neto – Já realizamos muitas obras, estamos com quase R$ 250 milhões de investimentos em Feira de Santana: no setor de segurança prometemos trazer 40 viaturas e já trouxemos 44; na área de saneamento básico encontramos uma rede de esgoto que atendia apenas 35 % da população e até o final do governo está rede de esgotos estará disponível para atender 87% da população; na área de saúde o Hospital Geral Cleriston Andrade (HGCA) foi amplamente reformado, além de conseguirmos uma Unidade de Pronto Socorro Avançada (UPA) a ser implantada ainda neste semestre e mais duas até o final do ano; em fase de conclusão a construção do Hospital da Criança; a obra da reforma do aeroporto de Feira já está licitada; 68 prédios escolares foram totalmente reformados; a obra da Avenida Anchieta estará concluida no mês de maio; o Centro de Convenções orçado em R$ 19 milhões, teremos uma posição definida até junho.
JGB – Qual a avaliação que o senhor faz da administração do governo de Tarcízio Pimenta?
Zé Neto – A administração dele se beneficia de um momento que conta com forte apoio das políticas públicas governamentais do presidente Lula. Mas herda um município travado no diálogo com problemas gravíssimo no que tange aos serviços de transporte coletivo, na área de saúde precisamos colocar em funcionamento a rede de atendimento de Alta Especialidade que é deficiente e acaba sobrecarregando o atendimento no Cleriston, prejudicando todo o complexo do sistema de saúde que não está restritro só a Feira, mas a todo Estado. Precisamos aprofundar outras questões que são fundamentais e devem ser tratadas em nível de governo estadual e municipal. Mas, no geral, posso adiantar que a administração do prefeito Tarcízio Pimenta se encontra no nível de regular para bom. Nós do governo vamos contribuir para que a administração do prefeito possa alcançar o êxito esperado pelo município e por todos que aqui vivem.
JGB – O senhor tomou para se a responsabilidade para promover uma mudança na qualidade da saúde no tocante a ação do Estado em Feira. A recuperação do Hospital Cleriston Andrade e os investimentos realizados na construção do Hospital da Criança, lhe deixa realizado?
Zé Neto – Não posso dizer que não deixa de ser uma grande realização poder estar no percurso dessa luta buscando melhorias para HGCA. Durante a nossa intervenção neste setor, constatamos uma situação de descaso para com a saúde pública. Chegamos a retirar do interior do hospital 46 caçambas de lixo. De imediato promovemos a construção de um novo módulo anexo, em área do Hospital Colônia Lopes Rodrigues, disponibilizando mais 60 novos leitos, além de avançarmos com mais 90 leitos de atendimento hospitalar domiciliar. Das 10 UTIS existentes passamos a contar 38, ampliamos o número de 03 para 10 salas cirúrgicas. Em três anos apenas, o número real em atendimento hospitalar teve um crescimento de 46%. Mesmo diante do exposto entendemos que ainda há muito ser feito no setor.
JGB – Este seu mandato é muito especial em relação aos anteriores em que o senhor era oposição e nesta é governo, qual a mensagem que deixa para o povo feirense?
Zé Neto – Continuo olhando na direção de uma sociedade mais justa e mais fraterna e acima de tudo de um Estado que olhe mais pelo seu povo mais carente.
Leia a 1º parte da entrevista com o deputado estadual José Cerqueira de Santana Neto (PT/BA)
Zé Neto: “Nem sempre é fácil, passar muito tempo enfrentando o adversário. E de repente, ele bate à sua porta e diz: quero ser seu aliado”
2º parte da entrevista
Deputado Zé Neto: Paulo Souto vive um momento de completo isolamento. Afastado da máquina administrativa não sabe fazer política
*Com informações de Carlos Augusto e Sérgio Jones
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