Em memória aos ataques às sedes dos Três Poderes ocorridos em 8 de janeiro de 2023, partidos de esquerda realizaram, nesta quinta-feira (08/01/2026), um ato político na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) para reafirmar o compromisso com o Estado Democrático de Direito e articular uma frente permanente contra retrocessos autoritários. O encontro reuniu dirigentes, parlamentares, secretários e militantes, com discursos centrados na responsabilização dos envolvidos, na preservação da memória institucional e na coordenação política entre legendas.
Encontro reúne lideranças e amplia articulação
A mobilização foi convocada pelo PT Bahia e contou com a presença de lideranças de diferentes partidos do campo progressista. Participaram o presidente da sigla, Tássio Brito, deputados estaduais, vereadores, representantes de diretórios municipais e dirigentes de legendas aliadas, além de militantes.
Entre os presentes estiveram a deputada federal Lídice da Mata, os deputados estaduais Fátima Nunes e Robinson Almeida, a vereadora Marta Rodrigues, o vereador Hamilton Assis, o presidente estadual do PC do B, Geraldo Galindo, e representantes do PSOL, PV e Rede, entre outras entidades.
Memória, responsabilização e coordenação política
Os discursos ressaltaram a gravidade institucional dos ataques de 2023 e a necessidade de manter a memória viva como instrumento de prevenção. A tônica foi a defesa de mecanismos de responsabilização, o fortalecimento das instituições e a construção de agendas comuns entre partidos, com foco em vigilância democrática e resposta coordenada a ameaças autoritárias.
O presidente do PT Bahia, Tássio Brito, afirmou que o 8 de janeiro representou uma tentativa concreta de ruptura institucional e que a responsabilização é indispensável para evitar reincidências. Ele destacou, ainda, a importância de decisões políticas e jurídicas que preservem a integridade do Estado Democrático de Direito, enfatizando a necessidade de coerência normativa e institucional.
Frente permanente e próximos passos
A proposta de uma frente permanente visa estabelecer canais regulares de diálogo e ação conjunta entre as legendas, com atividades de formação política, monitoramento institucional e mobilizações públicas. Segundo os organizadores, a articulação busca ir além de atos simbólicos, consolidando um arranjo político duradouro para responder a crises e defender princípios democráticos.
A iniciativa também pretende integrar mandatos parlamentares, direções partidárias e movimentos sociais, ampliando capilaridade e capacidade de resposta. A expectativa é que novos encontros sejam realizados ao longo do ano, com pautas específicas e cronograma de ações.









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