“Todas as medidas legais que cabiam ser tomadas pelo estado no processo de reconstrução da Arena Fonte Nova foram e tem sido adotadas rigorosamente desde o início pelo Governo da Bahia. E é trabalhando com o mesmo rigor exigido pela legislação que o projeto do estádio será conduzido”. A declaração é do secretário do Trabalho e Esporte, Nilton Vasconcelos, ao tomar conhecimento, na tarde desta terça-feira, pela imprensa, de que o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, no último dia (13/04/2010), ação civil pública com pedido de liminar pela suspensão do processo de demolição da Fonte Nova.
Lembra o secretário que o projeto de demolição do estádio ainda não foi submetido ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o que deve ser encaminhado nos próximos dias pelo consórcio OAS/Odebrecht, contratado pelo Governo do Estado para a realização da obra e operação do novo estádio. “Nesse sentido, me parece precipitada a medida do MPF, já que não foram apresentados ao Iphan os fundamentos técnicos da demolição. Portanto, não é possível afirmar que a implosão acarretará sérios riscos aos bens tombados localizados no entorno”.
Ainda de acordo o secretário, é bom lembrar que o estádio da Fonte Nova não é um patrimônio tombado, e pedido neste sentido foi negado recentemente tanto pelo Ipac quanto pelo Iphan. Em meados do ano passado, o Governo do Estado submeteu o projeto básico da Arena Fonte Nova ao Iphan para que fosse feita a análise da nova estrutura, levando em consideração exatamente o entorno da área. “Para esse fim, o parecer do órgão foi favorável, não havendo qualquer objeção ao projeto”, lembra o secretário.
Ao comentar ainda a decisão do MPF, Nilton Vasconcelos mostrou-se convencido de que essa ação não deverá prosperar, já que toda legislação em vigor está sendo obedecida e também em razão do compromisso dos prazos assumidos com a Fifa.







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