O colapso das escolas de jornalismo e a fantasia da objetividade

Para o ex-jornalista e blogueiro Chris Lynch, as escolas de jornalismo serão reduzidas drasticamente nos próximos anos. As que restarem serão radicalmente diferentes: abandonarão o foco na criação de conteúdos e deixarão de lado, finalmente, a “estúpida fantasia do jornalismo objetivo”.

Esta é a lógica de Lynch: uma “elite de leitores” irá se consolidar, pequena em número, com dinheiro, e a única disposta a pagar por criadores profissionais de conteúdo. Com uma audiência tão pequena (e portanto com poucas vagas para jornalistas profissionais), faz algum sentido que as faculdade de jornalismo continuem existindo? Segundo Lynch, os melhores criadores de conteúdo não frequentarão escolas de jornalismo e virão de outras áreas especializadas (por acaso isso já não era assim?)

A situação resultará no colapso da falácia do “jornalismo objetivo”, diz o blogueiro. Hoje, os estudantes de jornalismo ainda aprendem simplesmente a ligar para as pessoas, coletar informações e escrever um texto com a fórmula “ele/ela disse”. Seja em texto, áudio ou vídeo, essa fórmula denota a falácia de que se um jornalista tem citações dos dois lados e as coloca em uma matéria, está sendo um bom profissional. E se é muito bom, pode até ser chamado à TV como um “especialista”. Mas a realidade é que a maioria dos jornalistas não é especialista em nada: eles apenas trazem relatos de especialistas. Leia o texto completo em The Lynch Blog.

O texto de Lynch foi contestado pela acadêmica Jean Folkers, decana da universidade de Carolina do Norte. Para ela, o ensino do jornalismo está longe de ser perfeito, mas as mudanças estão ocorrendo rapidamente e as escolas de jornalismo são o futuro. Leiaaqui a resposta.

*Com informação do Centro Knight.


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