O deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB) explica porque está com Lula e contra Wagner

A comparação do desempenho entre as duas administrações e o fato do governador Jaques Wagner ter abandonado o projeto político que garantiu a sua vitória em 2006 foram os principais fatores apontados pelo ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, para explicar o seu apoio ao Governo do presidente Lula e a sua oposição ao PT baiano. Ele fez essas afirmações, em comentário distribuído para emissoras de rádio da capital e do interior.

“No plano nacional, o governo do presidente Lula tem feito o melhor para o Brasil, enquanto o mesmo, eu não tenho dúvida disso, não tem acontecido aqui na Bahia com o atual governo”, disse o ex-ministro.

Pré-candidato do PMDB ao Governo do Estado, o ex-ministro, que desde que se desincompatibilizou do cargo no último dia 31 e retornou ao seu mandato na Câmara Federal, ressalta também a ineficiência do Governo do Estado para atrair investimentos necessários à promoção do desenvolvimento baiano.

Leia a íntegra do comentário

Minhas amigas e meus amigos da Bahia, algumas pessoas andam dizendo que vou ter que explicar como posso fazer parte do governo Lula e ser oposição ao governo do PT na Bahia. A rigor, a explicação é simples. Eu quero o melhor para o Brasil e para a Bahia. No plano nacional, o governo do presidente Lula tem feito o melhor para o Brasil, enquanto o mesmo, eu não tenho dúvida disso, não tem acontecido aqui na Bahia com o atual governo.

É importante observar que não assumi, na campanha de 2006, nenhum compromisso com a estrutura partidária conhecida como PT baiano. Meu compromisso sempre foi com a Bahia e eu apoiei o projeto que então me parecia o melhor para o estado, pela certeza de que aquela era a oportunidade de se derrotar a estrutura carlista, a estrutura comandada pelo ex-senador Antônio Carlos Magalhães que já sofria uma grande rejeição pelos seus métodos, pelo seu estilo de fazer política.

Na verdade, poderia ter sido mesmo o melhor para a Bahia, se estivesse efetivamente sendo executado tudo aquilo que nós sonhamos lá atrás. Acontece que isso não tem sido verdadeiro. O projeto do atual governador ficou no palanque de 2006. Ao contrário do governo do presidente Lula, ao qual tive a honra de servir, e que continuo apoiando, um governo que cumpre e cumpriu rigorosamente os compromissos assumidos com a população e o fez com competência política e administrativa, diferentemente, insisto, do que ocorre com o atual governo da Bahia.

Os números do governo Lula, por exemplo, não deixam margem a dúvidas, seja no que diz respeito ao desempenho da economia brasileira, que passou sem problemas pela grande crise econômica internacional, seja nos dados que mostram o crescimento dos empregos, dos salários, do poder aquisitivo do povo e do nível de inclusão social em nosso país.

Competência, aliás, é a palavra chave quando se fala de governos. Temos visto a Bahia perder oportunidades por falta de projetos, sua participação no PIB nordestino cai a cada ano. Assim, a Bahia tem sistematicamente perdido recursos que o Governo Federal repassa aos estados que apresentam projetos viáveis. Outro exemplo: a Bahia possui cinco projetos já aprovados pelo Banco Mundial, somando quase US$ 190 milhões, dos quais, apenas U$ 12 milhões foram desembolsados, o que mostra claramente a dificuldade do estado na negociação e execução dos projetos. É triste ver a Bahia andando para trás.


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