Segurança não pode ser pretexto para impedir acesso à tecnologia nuclear, diz Governo Lula

Segundo nota assinada pelo Governo Lula, durante a Cúpula de Segurança Nuclear de 2010 em Washington, DC, ralizada de 12 e 13 de abril, a Cimeira focada em como a melhor salvaguarda para armas de plutônio e urânio para prevenir o terrorismo nuclear, o Brasil apoia a atuação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) como “única instituição multilateral de escopo universal com competência e experiência no assunto” e defende a cooperação internacional para se atingir os objetivos da segurança nuclear. Afirma ainda que o tratamento adequado às questões de segurança nuclear depende de uma “necessária reforma” de instâncias como o Conselho de Segurança da ONU.

Teor da nota

Não podemos falar em segurança nuclear sem pensar em que tipo de governança global administra a segurança internacional no mundo de hoje. Nas áreas comercial, financeira e de mudança do clima vemos progressos, com o estabelecimento de arranjos mais representativos para lidar com os desafios do mundo atual. Mas na área de segurança internacional isso ainda não vem ocorrendo. Persistem as estruturas e as regras de 1945.

A ONU vem perdendo credibilidade. Ao não contar com um Conselho de Segurança mais representativo e com maior legitimidade – e cada vez mais descompassado com a realidade atual -, as Nações Unidas perdem espaço na governança da segurança internacional. Isso não interessa a ninguém.

O compromisso do Brasil com a segurança nuclear e com o combate ao terrorismo nuclear é inabalável. Reiteramos nosso apoio ao cumprimento do Comunicado Conjunto e do Plano de Ação a serem adotados nesta Cúpula. O Brasil está pronto a cooperar ativamente para um mundo mais seguro, em que – paralelamente à eliminação de todos os arsenais nucleares – os materiais físseis e as instalações nucleares estejam protegidos.

A nota reafirma o compromisso brasileiro de combater o terrorismo nuclear e considera que a “a eliminação total e irreversível de todos os arsenais nucleares” é a melhor forma de se evitar que materiais nucleares caiam nas mãos de terroristas:

O modo mais eficaz de se reduzir os riscos de que agentes não-estatais utilizem explosivos nucleares é a eliminação total e irreversível de todos os arsenais nucleares. É essencial que as armas nucleares, até sua eliminação total, estejam absolutamente seguras. Quanto maior a quantidade de armas nucleares e sua disseminação, maiores as dificuldades e custos associados à sua proteção. O desarmamento nuclear e a não-proliferação constituem componentes essenciais de qualquer estratégia efetiva que vise alcançar os objetivos da segurança nuclear.

Líderes mundiais participantes na Cúpula de Segurança Nuclear de 2010.
O 2010 Cúpula de Segurança Nuclear foi uma cúpula realizada em Washington, DC , em 12 e 13 de abril de 2010. A Cimeira focada em como a melhor salvaguarda para armas de plutônio e urânio para prevenir o terrorismo nuclear .
Presidentes Lula e Nicolas Sarkozy participam da Cúpula de Segurança Nuclear de 2010 em Washington, DC. Realizada de 12 e 13 de abril, a Cimeira focada em como a melhor salvaguarda para armas de plutônio e urânio para prevenir o terrorismo nuclear.
Presidentes Lula e Nicolas Sarkozy participam da Cúpula de Segurança Nuclear de 2010 em Washington, DC. Realizada de 12 e 13 de abril, a Cimeira focada em como a melhor salvaguarda para armas de plutônio e urânio para prevenir o terrorismo nuclear.
Presidentes David Cameron e Lula participam da Cúpula de Segurança Nuclear de 2010 em Washington, DC. Realizada de 12 e 13 de abril, a Cimeira focada em como a melhor salvaguarda para armas de plutônio e urânio para prevenir o terrorismo nuclear.
Presidentes David Cameron e Lula participam da Cúpula de Segurança Nuclear de 2010 em Washington, DC. Realizada de 12 e 13 de abril, a Cimeira focada em como a melhor salvaguarda para armas de plutônio e urânio para prevenir o terrorismo nuclear.

Descubra mais sobre Jornal Grande Bahia (JGB)

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


Avatar de Redação do Jornal Grande Bahia

Valorize o jornalismo crítico, plural, rigoroso e comprometido com a verdade factual, a democracia, o Estado de Direito e o interesse público. Escolha o Jornal Grande Bahia (JGB) como fonte preferida no Google: clique aqui.

Sua confiança também fortalece nosso trabalho: avalie o JGB

Selecione o JGB e receba nossas notícias com mais destaque.


Deixe um comentário


Banner de Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.
Banner com tema Assine o JGB no Google.