Após meses de fanfarra e ocasionais ataques verbais, o Wall Street Journal, de propriedade do magnata das comunicações Rupert Murdoch, lançou uma seção local sobre Nova York que competirá com o New York Times. A ação foi qualificada como uma “guerra de jornais” à antiga, em uma cidade que já teve mais de 20 diários em quase 300 anos.
A nova seção do jornal de economia será publicada seis vezes por semana e circulará somente com os exemplares distribuídos na região metropolitana de Nova York. A edição de lançamento, na segunda-feira, contou com 16 páginas de “notícias locais, política, esportes, fofoca, meteorologia e muito – mas muito mesmo – sobre o mercado imobiliário em Manhattan”, disse o jornalista David Folkenflik, da NPR. “São todas as coisas que ninguém esperava ler no principal jornal de economia do país.”
A primeira edição também trouxe anúncios da Bloomingdale’s e da Saks Fifth Avenue, grandes redes varejistas que, juntas, gastaram US$ 25,5 milhões com publicidade no New York Times no ano passado, mas só 10% disso (US$ 252 mil) no Wall Street Journal, diz o site Crain’s New York Business.
De outubro de 2009 a março de 2010, a circulação do Wall Street Journal cresceu 0,5%, chegando a uma tiragem de 2,1 milhões de exemplares. O jornal foi o único nos Estados Unidos a aumentar sua circulação no período, diz o Crain’s, citando números divulgados na segunda-feira. O New York Times, por sua vez, sofreu uma queda de 8,5% em sua circulação diária, que hoje é de 951 mil exemplares – a edição de domingo chega a 1,4 milhão, tendo diminuído 5,2%. Em média, a circulação dos jornais americanos sofreu uma queda de quase 9% em comparação com o mesmo período do ano anterior, diz o New York Times.)
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*Com informação do Centro Knight








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