Valente: Lula e Wagner fazem, mas o prefeito soutista Ubaldino Amaral quer a fama | Por Maria Madalena Oliveira Firmo

As assessorias de comunicação surgiram para assegurar maior clareza e qualidade às informações divulgadas pelos governos e empresas, explicitando as concepções político-institucionais que estão por orientar as ações. O Informativo da Prefeitura de Valente (Ano 02, Edição 03), elaborado pela assessoria de comunicação e amplamente distribuído junto aos moradores da sede do município (3 mil exemplares), pretende, ao que parece, a mesma finalidade.

No entanto, o texto do editorial do Informativo é bastante impreciso, não conseguindo mostrar uma visão estratégica do governo, porque “diz” que “a cidade de Valente tem características próprias na área política como a eleição de líderes através de fatores bastante pessoais. Ideologias, objetivos sociais (como a busca pelo progresso e o crescimento do município) e outros diferenciados como o prestígio dos valores da terra e de se estar presente no dia a dia da cidade”. Quem merece essa confusão! Tudo isso só para querer ressaltar a festa de São João como prioridade política do governo.

Intitulado “governo de parcerias”, chama a atenção de quem manuseia oInformativo (com fotos!) o conjunto de ações que foram realizadas: 100 mil metros quadrados de calçamento (beneficiando ruas da sede e das comunidades rurais); uma padaria comunitária e uma casa do mel; a aquisição de 01 máquina motoniveladora (patrol); a construção de 10 praças públicas nos povoados; a reforma do aeroporto e o alargamento da pista de acesso à cidade; o acesso à água potável e eletrificação rural para diversas comunidades rurais; a construção de esgotamento sanitário; a reforma do Estádio Municipal, a construção da sede do INSS; a aquisição de 03 viaturas (polícias Civil e Militar), 02 ônibus escolares e mais 03 carros para saúde; a construção de 02 quadras poliesportivas; a construção de 180 casas populares; a construção de 05 Postos de Saúde da Família – PSF (Junco, Santa Rita de Cássia, Tanquinho, Valilândia e Juazeiro); a implantação dos CRAS, CREAS e CAPS; e a conclusão da construção do Colégio Estadual Luciberto Martins, tudo financiado pelos recursos públicos dos governos Lula e Wagner, mas sem serem citados – embora as placas impeçam a omissão. É essa a concepção de parceria do governo Ubaldino Amaral – os governos Lula e Wagner pagam, mas não podem aparecer! Mais uma vez ninguém merece!

Mesmo com tantos investimentos dos governos Lula e Wagner, todos visíveis ao olho nu e de pleno conhecimento por parte do povo de Valente, o prefeito Ubaldino Amaral (PSC) volta e meia – seja através de Informativos ou das rádios da cidade (Valente, Tropical e Cidade FM) – tem falado mal de ambos. Por que ele faz isso? – perguntariam alguns desavisados. Ubaldino Amaral é um político conservador formado na “escola” do carlismo baiano – um dos muitos herdeiros de uma concepção-prática política socialmente em crise. O prefeito mesmo depois de tantos apoios recebidos ainda apóia Paulo Souto (DEM e ex-PFL) para governador e José Serra do PSDB para presidente. Mas o seu padrinho político local – o ex-prefeito Nenenzinho – apóia Wagner e Lula. A tentativa de omissão, para o povo de Valente, dos reais investimentos realizados pelos governos Lula e Wagner tem a intenção (absurda!) de evitar uma grande votação nas candidaturas do Partido dos Trabalhadores (PT), temendo, também, os resultados eleitorais das eleições municipais de 2012.

Mas a gestão do “governo de parcerias” do prefeito Ubaldino Amaral conta com imensa insatisfação popular devido à irrealização das promessas de campanha e a realização de um péssimo governo que até aqui se escondeu atrás da crise financeira mundial. Afora, é claro, ao seu conhecido CINISMO. A “estratégia” do prefeito – NÃO DIZER A VERDADE SOBRE OS INVESTIMENTOS DOS GOVERNOS FEDERAL E ESTADUAL – em total desacordo com os últimos ensinamentos da Ciência Política nas eleições de 2008: quem se coloca contra os governos de forte aceitação popular perde voto. Essa, aliás, a atual encruzilhada enfrentada pela oposição – PSDB, DEM, PV, PPS no plano político nacional. O que dizer do governo que conta com quase 90% de aceitação?

Trata-se da emergência, no Brasil, de nova cultura política popular que aos poucos também vem se estendendo ao interior da Bahia. O povo começou a fazer a sua parte, mas as forças políticas locais em disputas precisam também fazer a sua parte.

*Maria Madalena Oliveira Firmo (Leninha) – Vereadora (PT/Valente), Líder da Bancada e Presidente da Comissão de Educação, Saúde, Obras e Serviços Públicos da Câmara de Vereadores de Valente.


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