Erenice Guerra deixa a Casa Civil e Líder do DEM diz que demissão de Erenice é tentativa de abafar o assunto

Erenice Guerra deixa a Casa Civil e Líder do DEM diz que demissão de Erenice é tentativa de abafar o assunto.
Erenice Guerra deixa a Casa Civil e Líder do DEM diz que demissão de Erenice é tentativa de abafar o assunto.

A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, pediu demissão do cargo hoje (16/09/2010). A informação foi dada há pouco pelo porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, depois que Erenice se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quem assume interinamente o comando da Casa Civil é o atual secretário executivo, Carlos Eduardo Esteves Lima.

Baumbach leu a carta de demissão apresentada por Erenice. “Preciso agora de paz e tempo para defender a mim e à minha família, fazendo com que a verdade prevaleça, o que se torna incompatível com a carga de trabalho que tenho a honra de desempenhar na Casa Civil”, afirmava trecho do texto.

Erenice deixa o governo por conta das recorrentes notícias veiculadas pela imprensa durante toda esta semana de envolvimento em supostos casos de tráfico de influência.

No texto, Erenice voltou a se defender das denúncias. “Mesmo com todas as medidas por mim adotadas, inclusive a abertura dos meus sigilos telefônico, bancários e fiscal, a sórdida campanha para desconstituição da minha imagem, do meu trabalho e da minha família continuou implacável.”

Líder do DEM diz que demissão de Erenice é tentativa “de abafar o assunto”

Mesmo antes do anúncio oficial de Erenice Guerra de deixar o comando da Casa Civil da Presidência da República, os partidos de oposição já tratavam o assunto como fato consumado. O PSDB, em nota, defendeu a saída da ministra como única forma de se dar continuidade às investigações. Já o líder do Democratas no Senado, Antonio Carlos Júnior (BA), afirmou que o demissão de Erenice Guerra não passa de uma tentativa do governo “de abafar um assunto” que deve ser investigado em profundidade.

Desde domingo, quando a revista Veja publicou reportagem na qual relata suposto tráfico de influência no governo praticado por familiares da agora ex-ministra, outros veículos de comunicação passaram a apresentar uma série de denúncias envolvendo o nome de Erenice Guerra e sua família.

Na nota, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra disse que “somente o afastamento da atual ministra-chefe da Casa Civil vai permitir a investigação séria, profunda, transparente e sem farsas, que o Brasil exige e o governo tem a obrigação de permitir”. ACM Júnior, por sua vez, destacou que “independente da saída [de Erenice] as investigações [das denúncias veiculadas pela imprensa] terão que ter continuidade tamanha a gravidade do assunto”.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), por sua vez minimizou o assunto e afirmou que caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomar as decisões “doa a quem doer”, mas sem fazer julgamentos prévios. Vaccarezza ressaltou que as investigações, agora, devem ser conduzidas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal.


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