Um editor do jornal New York Times publicou no site Gawker um memorando sobre como e quando usar fontes anônimas.
Ao invés de simplesmente informar o leitor que a fonte preferiu permanecer anônima, repórteres devem explicar o motivo do anonimato, diz o documento. Possíveis razões mencionadas são questões de segurança, medo de retaliação, acordo de sigilo das partes, ameaças do empregador de demitir funcionários que falarem com a imprensa e questões legais.
O documento ressalta: “Embora as fontes sigilosas sejam algumas vezes cruciais para o jornalismo, cada vez que nos baseamos no anonimato colocamos algum tipo de tensão na nossa credibilidade com os leitores. Como nossos princípios enfatizam, devemos recorrer a fontes anônimas somente para informações úteis que não podem ser obtidas de outra forma.” Segundo o memorando, fontes anônimas “não devem ser usadas para se obter informações triviais ou óbvias”, e nem como “máscara para ataques pessoais”. No ano passado, um editor do New York Times notou que o jornal não estava “fazendo jus” a sua política rigorosa sobre fontes anônimas.
A publicação do memorando coincide com discussões no Congresso sobre um projeto de lei que deverá aumentar as proteções ao sigilo da fonte.
Recentemente a agência de notícias Associated Press (AP) também publicou um memorando com novas orientações sobre autoria e atribuição de fontes nas matérias. Informações que os repórteres da organização não colheram diretamente devem ser atribuídas à fonte original, “seja ela um jornal, site, emissora de rádio, TV ou blog, baseados ou não nos Estados Unidos, sem importar que sejam ou não membros ou assinantes da AP”.
Segundo o memorando, o termo “informações da…” usado no final das matérias não é mais considerado suficiente. Ao invés disso, é necessário dar crédito à fonte no texto da matéria.
*Com informação do Centro Knight









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