Laboratório faz análise do solo e da água em Tancredo Neves

Inaugurado em 17 de julho de 2010 deste ano, na Casa Familiar Rural de Tancredo Neves, quilômetro 15 da Rodovia BR-101, pela Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), o Centro Vocacional Tecnológico Territorial (CVTT) já realizou até agora 50 análises de solo e da água, beneficiando indiretamente 150 famílias de pequenos agricultores.

Voltado para a mandiocultura, a performance do órgão deve-se ao início das pesquisas do laboratório equipado com instrumentos que permitem conhecer em detalhes as características de qualquer terreno e, também, a qualidade da água disponível.

Antes do laboratório, os agricultores de Tancredo Neves eram obrigados a enviar material para análise do solo e da água para São Paulo, dividindo-se em grupos de dez para ratear os custos. Agora, as análises podem ser feitas no município, o que representa economia de custos e de tempo.

“Os pequenos agricultores estão muito satisfeitos com a chegada de um laboratório de análise de solo em nossa região. Antes utilizávamos adubos de qualquer jeito sem saber o que a terra precisava”, informou o agricultor Marcos Andrade Pereira, da Casa Familiar Rural de Tancredo.

Segundo ele, o material a ser analisado era levado para outra cidade e esperavam 30 a 45 dias para receber o resultado. “Estamos esperando um bom atendimento e uma melhor produção em nossa região”, disse.

Aumento da safra

Além das primeiras análises, foram comprados reagentes químicos, preparadas soluções e contratado um técnico em análise de solos. O Governo do Estado investiu R$ 329 mil para implantar o CVTT da Mandiocultura em Tancredo Neves.

O município está situado a 251 quilômetros de Salvador, no Território do Baixo Sul, tem uma população de quase 24 mil habitantes e uma economia que depende da pesca, do turismo e, principalmente, da agricultura.

O técnico em laboratório Tibúrcio Neto informou que a análise do solo “mostra exatamente qual o melhor adubo e que quantidade deve ser aplicada”. Explicou, que, com a dose certa, o aumento da safra é garantido, pois, uma dose errada pode até comprometer boa parte da colheita. “É como levar uma pessoa ao médico para saber como está a saúde e que remédio ela deve tomar”, comparou.

O CVTT, onde fica o laboratório, é um centro de formação em técnica agrícola associada ao Ensino Médio, financiado pela Fundação Odebrecht. O órgão dispõe de salas de aula, auditório, alojamento e, agora, do laboratório para que jovens da região – inicialmente um grupo de 90 estudantes – sejam capacitados para aumentar a produção e melhorar a qualidade da mandioca.
No último ano, a produção, na região de Tancredo Neves, subiu de 10 para 25 toneladas de mandioca. Os CVTTs são também um espaço onde a capacitação profissional estará aliada à pesquisa e à extensão tecnológica.


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